Videodocumentários em Competição Nacional
B.leza
Rui Lopes da Silva
Documentário/Documentary, Portugal, 2007, 34’33
Argumento/Script Victor Pires
Fotografia/Cinematography Rui Lopes da Silva
Produção/Production Rui Lopes da Silva
Após o anúncio do fecho do espaço B.leza, alguns artistas reuniram-se para proclamar a vida do B.leza, surgindo assim um documentário que retrata a vida deste espaço lúdico, com uma história riquíssima.
“Há muitos anos que a música habita o Palácio Almada Carvalhais. No início dos anos oitenta, e sob a tutela da Casa Pia, eram os bailes e as noites de fado vadio que ecoavam para o Largo Conde Barão. Depois, vieram “as Noites Longas” e o “Baile”, e com estas discotecas, a criação de um dos mais carismáticos espaços da capital. Circuito obrigatório para o meio artístico nacional, o BLeza encontrou a sua génese em Tito Paris e outros nomes da música cabo-verdiana, e difundiu, por muitos anos, uma cultura africana própria.
Em Novembro de 2005 um jornal anuncia, para breve, o fim do BLeza. Para nós, esta foi a declaração da urgência de registar toda a riqueza do espaço mais multicultural e multi-étnico da noite portuguesa. Foi uma luta contra o tempo que estipulava seis semanas de vida, mas foi toda uma vida que se gravou entre testemunhos, vivências e atmosferas.
Este é o registo, cantado a várias vozes, de um espaço de lazer que ganhou novas dimensões sociais, ao eliminar as fronteiras culturais para recriar novas expressões artísticas. Aqui, os africanos recordavam, enquanto davam a sua cultura.
O documentário ganhou corpo, junto com o grupo de artistas que se reuniam para proclamar a vida do BLeza. Esta foi, também, a nossa história, a narrativa feita dos muitos intelectuais que se uniram a nós para retratar a história e importância cultural das noites do Conde Barão. Mesmo com a limitação de meios económicos e técnicos, foi este sentimento que tornou este documentário tão rico e único, mesmo que passado um ano, a força destas vozes o tenha impedido de morrer. E porque o BLeza vive, esse é o seu retrato neste documentário: O de um espaço lúdico, com uma história riquíssima. O de um palácio de culturas, que de forma espontânea une tão facilmente as músicas aos corpos, como as diferentes expressões nacionais.”
After the announcement of the closure of B.Leza, some artists met to proclaim the life of B.leza, thus resulting in a documentary that portrays the life of this area playful, with a rich history.
“Music lives for decades in Palace Almada Carvalhais. In the beginning of the 80’s, there were the dance palace parties given by Casa Pia and Fado Singing Nights making Largo Conde Barão resounded with music. Next, it was the time for the discos ‘Noites Longas’ and ‘Baile’ made the Palace one of the hottest spots in town. And for the national artistic crew the place to be. BLeza is a concept of Tito Paris and other names of the Cape Verdean music and, for many years now, is diffusing an African culture of its own.
In November of 2005 a newspaper announces the imminent closing up of BLeza. For us, it was clear that time was short to put in record all the treasures of the most multicultural and multi-ethnic night spot in the Portuguese scene. Running against the clock stipulating six weeks for close up, a full life was told in between interviews, personal experiences and ambiances.
This is a record sung by several voices of a night spot that came to have new social implications, while helped removed ethnic and cultural bounds featuring new artistic expressions. Here, the Africans were remembered, while they were giving their culture.
The documentary captures the brought together group of artists to proclaim the life of B.leza. The film is also a narrative of our history made by many intellectuals who joined knots in order to show the history and cultural importance of the nights of the Conde Barão. Despite economical and technical difficulties, the strong feeling shown in this unique documentary, the strength of these voices has prevented it from closing, even now that a year as gone by. And because BLeza endures, this is a documentary portrayal of a night spot, with a great story to tell. A stage to easily melt different cultures as music makes bodies dance.”
É Dreda Ser Angolano
Fazuma
Documentário/Documentary, Portugal, 2008, 65’
Argumento/Script Toni, Das Krita King
Fotografia/Cinematography Sista Clementina
Produção/Production Fazuma
Aconteceu acidentalmente. Começamos a reunir imagens para o videoclip do Conjunto Ngonguenha e acabamos com 13 cassetes de material. Decidimos pegar nele e ilustrar o álbum inteiro. Esta espécie de documentário é um tributo a um grupo hip hop angolano chamado “Conjunto Ngonguenha” e a todos os demais artistas que em Angola conseguem encontrar inspiração na adversidade e contribuem para a criação de uma nova identidade angolana.
It happened by accident. We started to collect footage for Conjunto
Ngonguenha’s videoclip and ended up with 13 tapes of material. So we’ve decided
to illustrate the whole album. This kind of documentary is a tribute to an
Angolan hip hop group called “Conjunto Ngonguenha” and all other artists from
Angola who were able to find inspiration out of the adversities of everyday
life and contribute to the creation of a new Angolan identity.
Kuduro - Fogo no Museke
Jorge António
Documentário/Documentary, Portugal, 2007, 52’
Argumento/Script Jorge António
Fotografia/Cinematography Cláudio Jorge
Produção/Production Mukixe Produções
Desde a sua Independência, nunca Angola tinha assistido a um movimento cultural tão dinâmico e tão polémico como o Kuduro. Nenhum outro género musical ultrapassou tão rapidamente as fronteiras e se tornou um fenómeno internacional. “Kuduro, Fogo no Museke” é o retrato social e cultural de uma nova geração, que quer acima de tudo ser a voz de uma nova Angola.
‘Kuduro, Fogo no Museke’ é a 2ª parte de uma trilogia que o autor dedica à música angolana, iniciada em 2005 com ‘Angola – Histórias da Música Popular’.
A partir das questões: O que é o Kuduro? Porquê este nome? Porquê tanta polémica? Jorge António oferece-nos a visão deste género musical que ultrapassou fronteiras e se tornou já um fenómeno internacional.
Since its Independence, Angola had never witnessed a cultural movement as dynamic and controversial as the Kuduro is. There’s no trace of another musical genre that went beyond the frontiers to become an international phenomenon so quickly. “Kuduro, Fogo no Museke” it’s the social and cultural portrait of a new generation, the one that above all wishes to be the new Angola’s voice.
‘Kuduro, Fogo no Museke’ is the 2nd part of a trilogy that the author dedicates to the Angolan music initiated into 2005 with ‘Angola – Histories of the Popular Music’.
From the questions: What is the Kuduro? Why this name? Why this crazy controversy? Jorge António brings us a vision of that kind of music that exceeded frontiers and already is an international actuality.
Camané, As Gravações de "Sempre de Mim"
Bruno de Almeida
Documentário/Documentary, Portugal, 2008, 30’
Argumento/Script Bruno Almeida
Fotografia/Cinematography Bruno Almeida
Produção/Production BA Filmes
Documentário de 30 minutos sobre a gravação do novo disco de originais de Camané "Sempre de Mim". Bruno passou duas semanas seguindo o processo de gravação do disco de Camané e a sua colaboração com o produtor José Mário Branco.
Este filme é um "work-in-progress" de um documentário de longa-metragem que Bruno de Almeida está a realizar sobre Camané.
A 30 minutes documentary on recording the new album of Camané originals "Sempre de mim". Bruno spent two weeks in the studio following Camané's recording process and his collaboration with producer José Mário Branco.
This film is a work-in-progress version of the feature length documentary that Bruno is producing about Camané.