Festival Internacional de Música terminou com notas de qualidade
Os últimos acordes da vigésima oitava edição do Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim pertenceram à ópera “D. Giovanni”, de Mozart, que foi apresentada (em versão de concerto) este sábado, no Auditório Municipal. Sob a orientação do maestro Osvaldo Ferreira, a Orquestra Sinfónica da Póvoa de Varzim com as vozes de Luís Rodrigues, Teresa Gardner, Frederico Félix, David Ruella, Ana Ester Neves, Juan Navarro, Dora Rodrigues e José Corvelo encerraram, assim, em grande, um mês dedicado à música, na Póvoa.
Os últimos acordes da vigésima oitava edição do Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim pertenceram à ópera “D. Giovanni”, de Mozart, que foi apresentada (em versão de concerto) este sábado, no Auditório Municipal. Sob a orientação do maestro Osvaldo Ferreira, a Orquestra Sinfónica da Póvoa de Varzim com as vozes de Luís Rodrigues, Teresa Gardner, Frederico Félix, David Ruella, Ana Ester Neves, Juan Navarro, Dora Rodrigues e José Corvelo encerraram, assim, em grande, um mês dedicado à música, na Póvoa.
Orquestra Sinfónica da Póvoa de Varzim
Com um total de 14 espectáculos, metade dos quais com lotação mais do que
esgotada, e um programa de excelente qualidade com a apresentação de peças que
cobrem vários períodos, desde o medieval ao clássico, passando pelo barroco e
pelo romântico, o Festival de Música chegou ao fim com um balanço bastante
positivo. A média de espectadores que este ano se deslocou à Póvoa para assistir
aos concertos e ao programa de actividades paralelas deverá ter superado os
quatro mil. O público não é exclusivamente da Póvoa, verificando-se uma
predominância de pessoas vindas do Porto, Braga, Aveiro, Coimbra e de terras não
muito distantes da Póvoa geograficamente, embora haja também gente de Lisboa que
se desloca propositadamente para ouvir um intérprete ou uma peça da sua
preferência ou escutar a interpretação de um compositor mais conhecido.
O
segundo Prémio Internacional de Composição é outro dos motivos de interesse
deste Festival. Para 2007, a novidade é a abertura do prémio à participação de
compositores lusófonos ou de outras nacionalidades residentes há mais de quatro
anos em países de expressão lusófona. A obra literária de Eça de Queirós –
escritor natural da Póvoa de Varzim – será o mote desta edição. Na categoria de
peça para orquestra, o valor dos prémios é de quatro mil euros para o primeiro
classificado e de mil e quinhentos para o segundo. Para a categoria de peça de
câmara, o prémio será de dois mil e quinhentos euros para o primeiro
classificado e de mil euros para o segundo, podendo ainda ser atribuídas menções
honrosas pelo júri. Além da estreia em concerto, integrado no Festival
Internacional de Música da Póvoa de Varzim – 2007, as obras
vencedoras em cada modalidade serão editadas em partitura e posteriormente
publicadas em CD.
O prazo para entrega de obras concorrentes termina no
dia 16 de Março de 2007. O júri, constituído pelos Professores Luís Tinoco,
Fernando Lapa e Carlos Caires e ainda pela compositora e maestrina Odaline de La
Martinez, anunciará no dia 30 de Abril de 2007 uma pré-selecção de quatro obras
finalistas em cada categoria. Essas obras serão posteriormente estreadas durante
a próxima edição do Festival Internacional de Música.
Em 2007, o Festival
Internacional de Música da Póvoa de Varzim atinge os 29 anos de existência. Uma
data marcante, sem dúvida, e para a qual está já em preparação um programa que
mantenha e reforce a qualidade, uma das características que têm, desde sempre,
definido este que é um dos eventos, na área da música, com maior prestígio a
nível nacional.