À conversa sobre a malha urbana da Póvoa de Varzim
Uma leitura da malha urbana a partir dos Livros de Arruamentos foi o tema apresentado por Sandra Amorim, no dia 13 de Julho, no Arquivo Municipal, integrando o Ciclo de Conferências: O Arquivo Co(n)vida: “11 documentos… 11 meses… 11 conversas”.
Uma
leitura da malha urbana a partir dos Livros de
Arruamentos foi o tema
apresentado por Sandra Amorim, no dia 13 de Julho, no Arquivo Municipal,
integrando o Ciclo de Conferências: O Arquivo Co(n)vida: “11 documentos… 11
meses… 11 conversas”.
Os documentos que
serviram de base a esta conversa foram os Livros de Arruamentos, que para a Vila da
Póvoa cobrem, de forma descontínua, os anos de 1762 a 1846. O estudo abrange 37
livros existentes no Arquivo Municipal que se referem aos anos de 1791 a 1836.
Relativamente a este período, Sandra Amorim quantificou o número de construções
existentes em cada rua, em cada ano, e, a partir dessas
contagens, definiu os ritmos
de crescimento urbano. Apesar de não existir qualquer registo iconográfico desta
época, a investigadora convidada, conseguiu identificar os principais eixos
viários no interior da malha urbana, bem como os eixos de entrada e saída do
povoado.
Em complemento com
as informações retiradas dos Livros de
Maneios, Sandra Amorim expôs o estudo relativo à distribuição de
casas térreas e sobradadas na malha urbana, entre 1792 e 1828, altura em que
dominavam, ainda, as casas térreas.
Estes documentos
permitiram, ainda, proceder à caracterização sócio-profissional da população
poveira, concluindo-se que, na transição para o século XIX, se verificou um
acentuado crescimento demográfico e económico, apoiado sobretudo na actividade
piscatória.
As conversas
regressam ao Arquivo em Setembro com Jorge Pimentel e, uma vez mais, sobre a
temática do urbanismo, O arquitecto Rogério
de Azevedo no Arquivo Municipal da Póvoa de Varzim.