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Alunos da Escola Rocha Peixoto conhecem três realidades literárias diferentes

Póvoa de Varzim, 15.02.2008 - O bom humor de Francisco José Viegas, o orgulho da nacionalidade angolana de Pepetela e a literatura castelhana do jovem escritor Ignacio del Valle preencheram a manhã dos alunos da Escola Secundária Rocha Peixoto que tiveram oportunidade de conhecer melhor estes escritores, dispostos a satisfazer as curiosidades dos jovens.

Questionado sobre a utilização do pseudónimo de Pepetela, Artur Pestana elucidou os presentes de que se trata de um nome de origem quimbundo, complexo dialectal falado em Angola que significa ‘pestana’. O autor angolano referiu que nas suas obras é muito recorrente a história do seu país, meio para dar a conhecer a realidade vivida em Angola e reforçar a sua identidade, motivos que justificam também a utilização de símbolos representativos das diferentes culturas angolanas. Sobre o seu último livro, subordinado ao tema do terrorismo, Pepetela revelou que se tratava de um livro que escreveu sem intenção de publicar. “Estava em São Francisco para participar numa conferência e senti necessidade de escrever para mim” afirmou o escritor angolano confessando que na altura em que escreveu, guardou o seu texto convicto que não seria para publicar. No entanto, Terrorista de Berkeley, como se veio a intitular a obra foi, em 2007, editado pela Dom Quixote. A este propósito, Pepetela confessou que “escrever só para mim é outra liberdade, outro prazer. A partir da altura em que se começa a publicar, a preocupação com o que se escreve centra-se, essencialmente, no leitor”. Ignacio del Valle também considera que ninguém escreve para si mesmo e o momento mágico para o autor acontece quando o leitor se emociona com aquilo que lê. Francisco José Viegas partilhou que “escrevo por prazer meu e por necessidade. É preciso ganhar a vida. A dimensão do prazer é muito exagerada, o prazer é algo muito mais intenso e forte”. O escritor e jornalista disse que nos últimos anos tem publicado, essencialmente, romances policiais porque “é um género que permite fazer patifarias e experimentar um lado de irresponsabilidade que eu gosto de vez em quando”. Com a poesia, o escritor versátil e multifacetado, assumiu que tem uma relação marginal, o género poético faz parte de outra coisa, “respira outra linguagem”, afirmou.

O encontro terminou com o desafio dos alunos a que Francisco José Viegas desse prova do seu bom humor e partilhasse com a plateia algumas anedotas.
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