"As cebolas de Napoleão", no Auditório Municipal
Póvoa de Varzim, 27.05.2011 - No primeiro sábado de cada mês, há teatro, na Póvoa de Varzim.
Para Junho, o Varazim Teatro sugere a peça “As cebolas de Napoleão”, apresentada pela companhia ESTE – Estação Teatral. Será no dia 4, às 22h00, no Auditório Municipal.
A dramaturgia e encenação são de Nuno Pinto Custódio, espaço cénico e figurinos da responsabilidade de Ana Brum, desenho de luz e operação técnica a cargo de Pedro Fino, fotografia de António Supico e interpretação de Ricardo Brito, Patrick Murys, Tiago Poiares e Rui Sousa.
Sobre o Espectáculo
“Quatro fuzileiros trazem consigo a grande história, desde que Napoleão irrompe da Revolução Francesa, se coroa a si próprio imperador e decreta o Bloqueio Continental. Quatro fuzileiros trazem consigo a história já não tão grande, desde que Jean-Andoche Junot entra pela zona raiana e chega a Lisboa para “ficar a ver navios” com a partida inesperada de João VI para o Brasil.
Quatro fuzileiros trazem consigo a história mais pequena, quando o general Loison, sem um braço, tornou comum a expressão “ir para o maneta”, ao saquear, chacinar e incendiar o país de norte a sul.
Quatro fuzileiros trazem consigo, na memória do corpo, com os gestos, as palavras, os sons, a mais que pequena história, quando o general de brigada Charlot, mandado auxiliar a cada vez mais instável e insegura capital do reino, depara-se no caminho com a vila de Alpedrinha, ali na Serra da Gardunha, e das seis para as sete horas do dia cinco de Julho de 1808 deixa a impiedosa marca da destruição e da morte. Como camadas de uma cebola, da Europa vista de cima, até que se perceba o branco dos olhos de cada um.
Esta é a nova criação da ESTE – Estação Teatral, bem ao seu jeito, recentrando a representação no corpo do actor, recorrendo à pantomima para criar toda uma narrativa de imagens, procurando que a percepção do aqui-agora torne essencial na vida a arte da presença”.
Sobre a ESTE – ESTAÇÃO TEATRAL
A ESTE – Estação Teatral é uma companhia sedeada no Fundão que tem como objectivo nuclear a produção de espectáculos através de uma vocação artística e pedagógica que visa promover e fomentar a criação/formação de públicos. Desse modo, a sua actividade está fortemente vocacionada para a centralização do trabalho do actor, numa perspectiva de Teatro em Urgência, ou seja, de uma actividade pensada e preparada para acontecer em meios não-convencionais, com público não-convencional. Esta vertente engloba, igualmente, uma forte natureza para a itinerância, fazendo com que o teatro vá verdadeiramente ao encontro das pessoas.
Agilidade, flexibilidade, adaptação, polivalência e abrangência são, portanto, termos que caracterizam a actividade desta unidade. Do ponto de vista artístico, as suas criações estarão vocacionadas para o uso de ferramentas de trabalho que valorizem a expressão corporal, colocando o gesto e a palavra num mesmo plano. O teatro gestual, a pantomima, a Commedia dell´Arte, a Máscara, a improvisação, a criação colectiva, o teatro de sugestão são, por assim dizer, campos privilegiados de actuação, sem menosprezar o objecto texto ou a verbalidade, antes, na perspectiva da sua valorização.