Avenida Mousinho – o desembrulhar da nova imagem
Póvoa de Varzim, 18.12.2007 - Agora, quando se olha do largo das Dores para poente já quase se vê o mar.
Não fosse pelas gruas que ainda estão no terreno e Avenida Mousinho já se teria transformado numa linha recta para o mar, livre de obstáculos e parecendo mais larga do que nunca.
Mas as obras que a estão a transformar avançam a bom ritmo. Já passaram perto de 14 meses e os progressos são bem visíveis.
Talvez o mais interessante seja o subterrâneo, que se vai transformar em parque de estacionamento com capacidade para meio milhar de viaturas. Em alguns pontos da obra, são muitos os que não conseguem resistir a tentar espreitar lá para dentro.
À superfície, ao longo de toda a Avenida, as transformações ganham forma. Se, há poucos meses, era no Largo das Dores que eram mais visíveis os avanços da obra, agora pode dizer-se que há um equilíbrio na imagem que a artéria apresenta.
Já são visíveis as áreas que serão destinadas às zonas relvadas e às novas árvores, os acessos ao parque subterrâneo, as dimensões dos passeios, as rampas que indicam lugares de atravessamento para pessoas com dificuldades motoras e, nas faixas de circulação, já estão desenhadas passadeiras provisórias.
Foi restabelecida a passagem pela Estrada Nacional e, também porque começaram numa fase mais avançada, prosseguem as obras no Largo do Passeio Alegre, onde se procede à colocação de condutas de escoamento de águas pluviais. Estas condutas convergem para o interior do Porto de Pesca e, para que fiquem no subsolo, é necessário abrir caminho numa parte do Largo, que será reposta uma vez terminados os trabalhos.
Previstas para se prolongarem por 20 meses, estas obras, que mexem com uma vasta área central da cidade, foram projectadas para avançar causando o mínimo de impacto possível junto da população, o que se tem verificado.
Sem estacionamento à superfície, com mais espaço para os peões, a Avenida Mousinho de Albuquerque surgirá, com certeza, com uma imagem mais bem adaptada aos edifícios que lá foram sendo construídos, a partir dos finais dos anos 70, e que não existiam quando esta artéria foi criada.
Melhor ambiente e espaços mais apelativos são outra das prioridades do projecto, que investe na criação de áreas ajardinadas e na arborização. Quando os trabalhos estiverem concluídos, vão ser introduzidas cinco espécies diferentes de árvores, com bom desempenho urbano e possuidoras de carácter histórico - Pimenteiro falso, Castanheiro da Índia, Catalpa, Plátano e Magnólia.