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Câmara apresenta Plano Municipal de Defesa da Floresta

No dia 12 de Junho foi apresentado, na Câmara Municipal, o Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios, que pretende ser um instrumento orientador para a defesa do património florestal do concelho da Póvoa de Varzim.

Câmara apresenta Plano Municipal de Defesa da Floresta

Apresentação do Plano

No dia 12 de Junho foi apresentado, na Câmara Municipal, o Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios, que pretende ser um instrumento orientador para a defesa do património florestal do concelho da Póvoa de Varzim.
Os fogos, que nos últimos anos têm devastado o património florestal do país, levaram à criação de Comissões Municipais de Defesa da Floresta Contra Incêndios, que são centros de acção que têm como objectivo coordenar, a nível local, as acções de defesa, combate e recuperação de áreas ardidas. Os planos municipais são o instrumento de trabalho destas comissões, onde se integram as diferentes acções para a defesa do património florestal de cada município e onde se estabelece a intervenção de diferentes agentes locais. Ao Presidente da Câmara cabe a responsabilidade política de coordenação e apoio ao funcionamento destas acções.   
A prioridade é actuar na prevenção, conforme afirmou Aires Pereira, vice-presidente da Câmara Municipal, na apresentação pública que decorreu esta manhã, sublinhando que “a colaboração de várias entidades locais será vital para a implementação correcta do plano municipal de defesa da floresta contra incêndios, na Póvoa de Varzim.”
Dentro do Plano Municipal está o Plano Operacional Municipal, que mobiliza e tira partido de todos os agentes envolvidos, define e estabelece as competências destes agentes e a coordenação entre todos, articulando ainda, operacionalmente, as intervenções a nível municipal, intermunicipal e até distrital. Estão, assim, envolvidos o Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (através do Comando Distrital de Operações e Socorro do Porto), as juntas de freguesia do concelho, o Exército (através da Escola Prática de Administração Militar), os Bombeiros Voluntários da Póvoa de Varzim, a Guarda Nacional Republicana, a Polícia de Segurança Pública, a Direcção Geral de Recursos Florestais e a Organização dos Produtores Florestais (através da portucalea – Associação Florestal do Grande Porto).
Na área da prevenção e protecção da floresta, considerada como prioritária, haverá uma incidência nas acções de sensibilização e divulgação, na silvicultura preventiva e na vigilância florestal. Nas ocorrências, procurar-se-á intervir no apoio ao combate, rescaldo e vigilância após rescaldo. O Plano Operacional Municipal contempla também a recuperação de áreas ardidas.
Para se ter uma ideia do que já foi feito e do que falta ainda fazer, na área da prevenção, foram analisados, na apresentação desta manhã, os incêndios ocorridos no concelho entre 1990 e 2004. Dos estudos apresentados, conclui-se que o maior número de ocorrências se verificou em 1995 e, no que se refere ao volume de floresta consumida, destacam-se os anos de 1995 e 2002.
Quanto a 2005, e seguindo o que se verificou a nível nacional, a Póvoa não foi excepção. A  situação de seca fez aumentar o número de ocorrências, que é bastante superior ao histórico dos incêndios no município – 140 ocorrências e mais de 68 hectares de área ardida. Se, entre 190 e 2004, a freguesia de Laundos, seguida de Rates, era a que apresentava a maior área ardida, no ano passado, as freguesias mais afectadas foram as de Rates e Balasar e o maior número de ocorrências e de área ardida. Dados que se compreendem, uma vez que é nestas freguesias que se situam as maiores manchas florestais do concelho.
Durante o último ano, a autarquia elaborou a carta de risco do município, onde se identificavam as áreas mais problemáticas e onde é necessária uma maior vigilância. Este documento caracteriza e identifica o território, as redes de comunicações e os complexos industriais, enquanto potenciais focos de ignição. São também identificadas as áreas urbanas, bem como todos os meios físicos e humanos que podem ser disponibilizados, em caso de necessidade.
Para já foi feita a limpeza das matas e comunicado aos proprietários de terrenos as suas obrigações para com a defesa da floresta. Foram também melhorados os acessos aos locais considerados mais críticos, a população das freguesias tem vindo a ser sensibilizada para os perigos inerentes à época que se aproxima. Nos fins-de-semana, dias que são considerados como mais críticos, uma vez que os estudos realizados até hoje revelam que o maior número de ocorrências se verifica às sextas-feiras e domingos, tem-se reforçado a vigilância da floresta.

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