Combater o medo de voar – tema de conferência no Diana Bar
O medo de andar de avião é comum a quase todas as pessoas, mesmo as que mais viajam, e pode ser considerado como um sentimento normal face a uma experiência como voar, que ultrapassa as capacidades humanas.
O medo
de andar de avião é comum a quase todas as pessoas, mesmo as que mais viajam, e
pode ser considerado como um sentimento normal face a uma experiência como voar,
que ultrapassa as capacidades humanas. O problema surge quando esse medo se
torna desproporcionado e passa a condicionar a vida das pessoas, impedindo-as de
desfrutar de férias no estrangeiro, de rever amigos ou família que se encontram
distantes e prejudicando mesmo a vida profissional daqueles que, por razões de
trabalho, são obrigados a viajar com alguma frequência.
A este medo desproporcionado
de voar chama-se aerofobia e foi o tema de uma conferência que teve lugar ontem
à noite, no Diana Bar, organizada pelo Aeroclube do Norte – Póvoa de Varzim, com
o apoio da Câmara Municipal.
A psicóloga Cristina
Albuquerque, ligada ao programa Ganhar Asas, da tap, dirigido a pessoas que têm medo de
andar de avião, explicou em que consiste a aerofobia, revelando que esta se pode
manifestar das mais diversas formas em quem dela sofre. Desde logo através da
recusa de andar de avião, passando depois por toda uma série de sintomas de
vária ordem, como suores frios, sensação de náuseas, de perda de controlo físico
ou de ansiedade incontrolável. De acordo com números de estatísticas
norte-americanas, esta fobia afecta um terço da população adulta, sobretudo na
meia idade, e é mais frequente nas mulheres – contrariando estes dados, em
Portugal, o programa da tap foi
mais procurado por homens, como revelou a psicóloga.
Através das mensagens enviadas
por alguns dos interessados em inscrever-se neste programa, Cristina Albuquerque
apresentou, preservando o anonimato, casos reais de pessoas atormentadas pelo
medo de voar, que dias antes de viajarem começam a sofrer gradualmente de
aumento de ansiedade, que ingerem calmantes para conseguir enfrentar um voo, que
têm noção de como é ridículo o medo que as domina, mas que se dizem incapazes de
superar esta fobia que as impede mesmo de entrar num avião.
De acordo com a psicóloga, nada
como informar-se para combater a aerofobia, porque o medo gera-se, muitas vezes,
a partir do que se desconhece. Através do fornecimento de informação, não só
sobre esta fobia como sobre aspectos técnicos de aeronáutica é possível, como
explicou Cristina Albuquerque, livrar-se deste problema que, para quem dele
padece, se afigura sem solução.
Esta conferência inseriu-se nas
comemorações do 5º aniversário do Aeroclube do Norte – Póvoa de Varzim, que tem
também, no Diana Bar, uma exposição de fotografia aérea para assinalar a
data.