Conferência sobre o restauro do retábulo da Capela de S. António, em Amorim
A "História e a Arte da Capela de Santo António de Cadilhe" foi o tema apresentado por Deolinda Carneiro, directora do Museu da Póvoa de Varzim, e José Flores, arqueólogo municipal, na passada sexta-feira, 8 de Junho.
O convite para esta conferência surgiu da paróquia de Amorim, após o restauro do retábulo do edifício. Os técnicos, que acompanharam a evolução dos trabalhos ao longo dos três meses de duração, começaram por enquadrar a capela no seu estilo arquitectónico, explicando que “este é um edifício barroco que, apesar das suas reduzidas dimensões, dispõe de uma excelente técnica construtiva”. Depois de uma breve descrição das esculturas que decoram a capela, tal como S. Bernardo, Nossa Senhora da Lapa e S. António, Deolinda Carneiro e José Flores esclareceram que existem cuidados simples para que um retábulo adie a necessidade de ser restaurado, tal como não colocar velas e decorações florais junto a estes, já que “o contacto das flores é nocivo para a madeira, pela sua humidade. O fumo das velas e a cera também prejudica bastante a conservação dos retábulos”. A palavra conservação foi a mais ouvida durante a noite. Os técnicos municipais consideram que antes de restaurar alguma peça ou edifício existem “muitas opções” que passam pelo tratamento e conservação. Uma das opções é a desinfestação. A directora do Museu poveiro explicou que “não adianta restaurar algo se o que está à sua volta está ‘doente’. Antes do restauro do retábulo foi muito importante a desinfestação de todo o edifício”.
| Capela, antes do restauro | Capela, depois do restauro |
Todas as explicações foram acompanhadas de imagens para que, zeladores e responsáveis por decorações em igrejas, presentes nesta sessão de esclarecimento, ficassem bem elucidados sobre todos os passos e cuidados a ter num edifício religioso.