Festival Nacional de Animação de Rua aproxima-se
Foi apresentado hoje, 25 de Agosto, em conferência de imprensa, o 1º Festival de Animação de Rua, a ter lugar no próximo dia 2 de Setembro. O Festival de Animação de Rua está inserido na programação do ANIMACOMÉRCIO, que comporta uma série de actividades com o objectivo de tornar ainda mais atractivas as zonas comerciais da cidade.
Foi apresentado
hoje, 25 de Agosto, em conferência de imprensa, o 1º Festival de Animação de
Rua, a ter lugar no próximo dia 2 de Setembro.
O Festival de
Animação de Rua está inserido na programação do ANIMACOMÉRCIO,
que comporta uma
série de actividades com o objectivo de tornar ainda mais atractivas as zonas
comerciais da cidade, mais concretamente a Rua 31 de Janeiro, Rua da Junqueira e
adjacentes. Desde 1 de Julho, que, todos os Sábados, as ruas atrás referidas são
palco de acções de animação de índole cultural, desportiva e recreativa, sendo
que o 1º Festival Nacional de Animação de Rua marca o fim desta
iniciativa.
Presentes na
conferência estavam Afonso Oliveira, vereador com o Pelouro do Desenvolvimento
Sócio-económico e Carlos Tavares, a representar a Associação de Comércio ao Ar
Livre, já que esta iniciativa resulta da parceria destas duas entidades.
Francisco Cruz, um dos dez animadores inscritos no festival estava também
presente.
Afonso Oliveira
iniciou a sua intervenção fazendo notar que o ANIMACOMÉRCIO foi programado com
os meios possíveis, mas com o objectivo principal de animar as ruas. Isto
porque, segundo as suas palavras, “tem de haver uma mudança de atitude face às
novas dinâmicas que o comércio tem”, havendo mesmo a intenção de, no próximo
ano, “alargar a iniciativa a outras entidades da cidade”, mas, claro, sem
esquecer a qualidade.
Já Carlos Tavares
afirmou que “foi muito fácil colaborar com a Câmara na animação de rua, porque
todas as iniciativas foram bem pensadas.” Sobre o festival, augura o sucesso,
apesar de muitos o terem alertado para a dificuldade de organizar um evento
destes com qualidade, devido à vulgarização de algumas artes de rua. Na base do
festival de animação está, essencialmente “ a necessidade de trazer mais gente à
rua”.
O poveiro
Francisco Cruz, que no festival fará dupla com Mara Roque, disse que este
festival lhe oferece a oportunidade de vir demonstrar à sua cidade natal o seu
trabalho, que já teve oportunidade de exibir em eventos como o Festival
Internacional Cómico da Maia. Deste evento espera que a conotação de “arte
marginal” que as artes de rua têm, vá desaparecendo. “Estive num festival em
Edimburgo, Escócia, onde as coisas são completamente diferentes. Os artistas não
são vistos como mendigos, são muito acarinhados pelo público, que os gratifica
não por os verem como coitadinhos, mas sim pela qualidade do espectáculo.”
Entre os inscritos
está também Jorge Rosado, que irá apresentar um espectáculo de artes circenses.
“Lá fora as pessoas aceitam melhor este tipo de espectáculos, apesar de em
Portugal já se verificar uma mudança, especialmente em grandes cidades”.
A diferença parece
estar também na formação, que leva, obviamente, à qualidade. Rosado afirma que,
a nível internacional, a aposta na formação na área de artes de rua é muito
superior ao esforço do lado português. Mas ressalva que “a nova geração de
animadores é diferente. Eles já sabem que é preciso trabalhar bastante para
atingir a qualidade”.
Ambos vêm no
Festival Nacional de Animação de Rua da Póvoa uma oportunidade de dignificar a
profissão, uma “pedrada no charco” como definiu Francisco Cruz.
Entre os
inscritos, contam-se animadores para todos os gostos, que vão apresentar
espectáculos tão variados como teatro de marionetas, malabarismos, teatro de
comédia, artes circenses, entre muitos outros, sendo que o público pode, com
certeza, esperar momentos de muita animação e, claro, humor.
O festival,
iniciativa rara no país, pretende dignificar a actividade de animador de rua, ao
mesmo tempo que contribui para a qualidade das acções de animação de rua.
Mapa dos locais de animação