José Milhazes de regresso à Póvoa de Varzim
Póvoa de Varzim, 10.10.2011 - José Milhazes regressa à Póvoa de Varzim para lançar o seu terceiro trabalho: A Saga dos Portugueses na Rússia, na sexta-feira, 14 de Outubro, no Diana Bar.
A viver na Rússia desde 1977, o autor natural das Caxinas, Vila do Conde, apresentou as suas duas primeiras obras no Diana Bar e, desta feita, não fugirá à regra.
Há mais de trinta anos a viver na URSS/Rússia, José Milhazes divide os seus interesses entre o jornalismo e a história. Depois de publicar numerosos artigos na charneira dessas duas disciplinas, ousou lançar-se na escrita de obras mais extensas e completas. Em 2009, publica o livro Angola – O Princípio do fim da União Soviética, a primeira obra em português sobre a participação da URSS na Guerra Civil angolana. No ano seguinte, lança o segundo livro: Samora Machel: Atentado ou Acidente?
Na apresentação da sua primeira obra, em 2009, José Milhazes esclareceu: “Tenho duas profissões muito próximas – historiador e jornalista e vi-me confrontado com dados que em Portugal não eram conhecidos”. Assim justificou José Milhazes a investigação que levou a este livro. “Em Portugal já há bastante literatura escrita pelos que assistiram aos conflitos em Angola”, considerou, relembrando que se fazem referências à participação americana “mas há lapsos quanto à intervenção soviética. Queria tapar esta lacuna.” Em 2010, no lançamento do seu segundo trabalho, o jornalista e historiador explicou que “neste livro coloco em causa mitos e personagens”. José Milhazes sublinhou que “é extremamente perigoso criarem-se ídolos. Deixa-se de se poder escrever sobre estas pessoas de determinada forma quando, muitas vezes, sabemos que muitas das suas atitudes foram medíocres ou pior que medíocres”. Licenciado na Universidade de Moscovo e doutorado na Universidade do Porto, concentrou as suas atenções no estudo das relações entre a Rússia e Portugal ao longo dos séculos, sendo o presente livro o resultado de anos de pesquisa em bibliotecas e arquivos russos.
Longe de se tratar de uma obra exaustiva, lanças pistas para futuras investigações num campo científico muito pouco conhecido, mas que encena numerosas surpresas.
Um pequeno contributo para a documentação do espírito universalista dos portugueses.