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Maria do Rosário Pedreira e Aurelino Costa no Colégio de Amorim: alunos atentos aos ensinamentos dos autores

Póvoa de Varzim, 14.02.2008 - "Para se escrever livros é preciso saber ouvir os outros". Foi desta forma que Maria do Rosário Pedreira iniciou a conversa com os alunos do Colégio de Amorim, esta manhã.

A escritora contou que começou a escrever assim que soube juntar as primeiras letras. “Os meus pais julgavam que eu era um génio, mas depressa se ‘desiludiram’ quando repararam que eu era um zero a matemática, não tinha jeito para cantar e não conseguia tocar nenhum instrumento”, brincou a autora de livros juvenis.

O primeiro livro surgiu quando Maria do Rosário Pedreira era professora do 6º ano de escolaridade. Os seus alunos eram repetentes e tinham já 16 anos. Os textos dos manuais não incentivavam estes jovens, já que eram textos muito infantis, para crianças de 10 anos. A autora começou, então, a produzir textos para os seus alunos, textos que se aproximassem mais dos seus interesses. Em conjunto com Maria Teresa Maia Gonzalez, a autora de A Lua de Joana, Maria do Rosário escreveu a primeira edição do Clube das Chaves. Esta série teve mais de 20 volumes publicados e o objectivo era dar a conhecer a cultura portuguesa aos jovens, a ourivesaria, os monumentos, a azulejaria, etc.

Na série de publicações do Detective Maravilhas, que a autora está a publicar actualmente, o objectivo é diferente. Maria do Rosário pretende chamar a atenção para valores morais importantes, tal como “não mentir, sermos amigo, sermos justos”. A próxima série, contou a escritora, terá como personagem principal uma rapariga que está num colégio interno e usa a internet para ajudar os outros.

Maria do Rosário Pedreira captou a atenção dos jovens presentes com as suas histórias acerca do seu percurso como professora e, agora, como autora de duas séries televisivas – Clube das Chaves e Detective Maravilhas. A autora confidenciou que gosta de escrever sozinha, em casa e em silêncio. Só assim consegue concentrar-se.

aurelino

Aurelino Costa também esteve presente no Colégio de Amorim esta manhã. O advogado contou que o Direito “é a procura da justiça, do belo, do encantamento. Esta profissão surgiu com o objectivo de que eu poderia perseguir a ideia da justiça, do belo e do encantamento”. Aurelino Costa explicou que “poderia viver sem ser advogado, poderia ter outra profissão, mas não poderia viver sem a poesia”.

Poesia Solar foi a primeira obra do escritor poveiro. Este livro retrata a influência do sol na sua vida que se sente triste quando viaja para países “onde não posso desfrutar deste sol magnífico”.

Com a sua guitarra e os seus poemas, Aurelino Costa encantou os alunos do Colégio esta manhã. Tendo sido o primeiro contacto com a poesia para muitos dos alunos presentes, nada melhor do que ouvi-la pela primeira vez por Aurelino Costa.     

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