Na época de D. Dinis: Póvoa reviveu História com Feira Medieval
Póvoa de Varzim, 23.06.2008 - Sucesso é a palavra que melhor define a Feira Medieval que durante três dias animou a Praça do Almada, que recuou até ao Tempo de D. Dinis.
Dinamizada pelo Grupo de História e Geografia de Portugal da Escola EB 2/3 de Aver-o-Mar, com o apoio da Câmara Municipal, a Feira começou na passada sexta-feira, tendo terminado no domingo.
Ainda não eram
16h00, na sexta-feira, hora que marcava a abertura da Feira, e já a Praça do
Almada recebia a visita de dezenas de curiosos que circulavam por todo o
espaço, visitando as tendas dos cerca de 30 artesãos presentes, alguns vindos
da Alemanha e de Espanha. Tapetes, peças bordadas à mão, bijutaria, peças em
barro e madeira, instrumentos agrícolas e musicais, brinquedos ou vestuário em
pele podiam ser encontrados no recinto da Feira. Na parte gastronómica, os
visitantes podiam ainda experimentar a doçaria conventual ou beber um dos
muitos licores tradicionais, onde não faltavam a Ginginha de Óbidos ou os
licores medicinais e chás de Vilar de Perdizes. Dois cavalos, com cavaleiros
vestidos a rigor, faziam as delícias dos mais pequenos, assim como alguns
exemplares de animais presentes também na Feira, como porcos, galinhas, patos e
coelhos.
Gaiteiros, bobos,
ciganas e bailarinas animaram com as suas músicas e danças os três dias da
Feira Medieval, que na sexta-feira ficou marcada pelo Banquete Medieval que
reuniu 70 pessoas, muito mais do que o esperado pela organização. A adesão do
público continuou a surpreender pela positiva no sábado, dia em que teve lugar
o Cortejo Medieval, que percorreu várias ruas da Póvoa, terminando na Praça do
Almada. Nesse mesmo dia teve lugar o concerto de música Galaico/Portuguesa pelo
grupo Gallandum Galundaina, que mais uma vez encheu o recinto. A entrega do
Foral da Póvoa por D. Dinis ao Alcaide marcou a tarde domingo, último dia da
Feira Medieval. Sendo esta uma
organização de uma das escolas do concelho, a dedicação de alunos e
funcionários da EB 2/3 de Aver-o-Mar foi bem visível. Foram eles os
responsáveis não só pela animação da Feira como também pela elaboração da quase
totalidade dos fatos que envergaram. O gosto pela História e a curiosidade por
um evento deste género foram dois dos motivos apresentados pelos alunos de
forma a justificar o seu contributo na Feira. Envergando fatos de ciganas,
damas, bobos ou do povo, os cerca de 200 alunos, funcionários e encarregados de
educação da escola contaram ainda com o contributo de alunos de jardins-de-infância
do concelho, tendo também eles envergado fatos da época.
Isolina Jorge é um
dos rostos da organização. Apesar do cansaço e do desgaste sentidos por todos
os que participaram, o balanço que faz não podia ser mais positivo. De facto, a
população recebeu muito bem a iniciativa, acarinhando a organização e elogiando
a actividade. O entusiasmo com que os participantes viveram a actividade é
também uma mais-valia, indo ao encontro de um dos objectivos inerentes à
organização desta actividade: mostrar que a escola é um espaço aberto e
dinâmico, proporcionando aos alunos a possibilidade de aprender, através desta
recriação e de uma forma lúdica, sobre uma parte da História Portuguesa.
Ainda é cedo para
pensar numa próxima edição, no entanto uma certeza existe: a acontecer, a Feira
Medieval voltará a ser bem recebida pela população poveira.
O programa Portugal em Directo, da RTP, fez uma
reportagem sobre a Feira Medieval. Reveja esses momentos aqui (1ª
parte) e aqui
(2ª parte).