Póvoa inserida no projecto de inventariação de arte sacra da Arquidiocese de Braga
Foi apresentado, no dia 20 de Junho, pelas 21h30, no Museu Municipal da Póvoa de Varzim, o projecto de inventariação do património de arte sacra da Arquidiocese de Braga, um projecto ambicioso, que, inicialmente vai abranger dois museus e seis igrejas na área da Arquidiocese.
Foi apresentado, no dia 20 de Junho, pelas 21h30, no Museu
Municipal da Póvoa de Varzim, o projecto de inventariação do património de arte
sacra da Arquidiocese de Braga, um projecto ambicioso, que, inicialmente vai
abranger dois museus e seis igrejas na área da Arquidiocese.
A Igreja da Matriz e a Igreja
do Senhor dos Navegantes, nas Caxinas, pertencentes ao arciprestado de Póvoa de
Varzim e Vila do Conde, foram duas das igrejas seleccionadas para integrarem
este projecto de inventariação, que deverá estar concluído dentro de um ano e
que vai ainda abranger as colecções de pintura, numismática e de têxteis do
Museu Pio XII, em Braga, as igrejas de Nossa Senhora da Oliveira, dos Santos
Passos e de São Domingos, em Guimarães e a Igreja Matriz e o Museu de Arte
Sacra, em Esposende.
No caso do arciprestado da
Póvoa de Varzim e Vila do Conde, a tarefa de inventariação está facilitada, uma
vez que, com a colaboração do Museu Municipal e do Monsenhor Manuel Amorim
(entretanto falecido), foi feito um pré-inventário de arte sacra, que levou, em
2002, à publicação de “Opera Fidei, obras de arte num Museu de História” e à
realização de várias exposições sobre o tema que, de acordo com responsáveis do
Museu, foram das que atraíram mais visitantes nos últimos anos.
Sob a designação de
“Projecto de inventariação do património da Arquidiocese de Braga: criação de
uma base de dados”, esta iniciativa surge, conforme explicou o seu responsável,
o Cónego José Paulo Abreu, “antes de mais, da necessidade de proteger um
património rico e vasto, que, infelizmente, tem sido alvo de cobiça e roubo”.
Mas, mais do que proteger, trata-se também de divulgar e dar a conhecer peças de
inestimável valor. É por esse motivo que, após a conclusão da inventariação e da
criação de uma base de dados, com imagens e fichas identificativas das peças
inventariadas, passar-se-á à fase da divulgação que, como explicou o Cónego José
Paulo Abreu, “passará pela colocação, em cada uma das igrejas que vão fazer
parte desta fase inicial do projecto, de quiosques multimédia, que permitem
consultar a base de dados referente à igreja em que se encontra o quiosque”. A
realização de cinco sessões de apresentação de resultados, em Julho do próximo
ano, a criação de uma página de Internet e a edição de desdobráveis e de oito
volumes, referentes a cada um dos locais inventariados, são outras das formas
escolhidas para divulgar os resultados e promover a partilha de informação.
O projecto é ambicioso e,
de acordo com as estimativas, deverá levar à elaboração de 3620 fichas
identificativas. O custo global rondará os 169 mil euros, dos quais 126 mil
serão comparticipados pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região
Norte, cabendo à Arquidiocese o investimento de pouco mais de 42 mil euros.
O objectivo, como
afirmou o responsável pelo projecto, é “realizar, nos próximos anos, o
inventário de todas as igrejas da Arquidiocese, mas, para já, só é possível
avançar nas igrejas e museus referidos”. A nível nacional há projectos
semelhantes a decorrer nas dioceses do Porto, Lamego, Beja, Évora e
Bragança-Miranda.