Saudação do Presidente da Câmara
Trinta e dois anos após o 25 de Abril, as associações da Póvoa de
Varzim atingiram o patamar da idade adulta: são entidades credoras do respeito
e da consideração do meio em que se inserem; têm, de um modo geral, património
(próprio e concessionado) que sustenta a actividade que promovem; vêm
evidenciando uma crescente especialização em torno de uma, ou duas, ou três
actividades, não tendo portanto a vasta (mas inconsequente) diversidade de
realizações dos tempos iniciais.
Posso dizer, em síntese, que o concelho da Póvoa de Varzim, no plano da animação cultural, desportiva e recreativa de crianças e
jovens, no plano do apoio às famílias e ao ensino pré-escolar, no domínio (mais
acentuadamente solidário) do acompanhamento e do acolhimento de idosos e, em
particular, de idosos sem família e dependentes – em todos esses planos, dizia,
o concelho da Póvoa de Varzim (como qualquer outra comunidade deste País, creio
bem) seria uma tragédia social sem a intervenção voluntária de tantos e tantos
que, nas dezenas de associações existentes, respondem, como disse, a todas as
situações que carecem de resposta socialmente organizada.
Qual seria a alternativa a todo este “mundo de situações” que as
associações vêm resolvendo? O estado central? O poder local? As igrejas? Nem é bom pensar!
O que eu sei, sem a menor dúvida, é que as respostas seriam imensamente
piores (em termos de qualidade) e imensamente mais caras.
Até porque, e desde logo, as associações vivem do voluntariado de
muitos e muitos sócios que assumem funções de dirigente, de seccionista, de
condutor, de roupeiro, de técnico, de massagista…, e ninguém ganha um cêntimo
com isso!
Ai de quem cá estiver no dia em que esses serviços tiverem de ser
pagos! Além do custo, serão muito piores!
Há, portanto, da parte das entidades públicas (o poder central e,
sobretudo, o poder local) a necessidade de perceber que o apoio (financeiro e
logístico) às associações é um investimento de elevada rentabilidade.
O município da Póvoa de Varzim tem apoiado as suas colectividades em
ordem à construção ou aquisição de sedes, à construção de recintos desportivos
(campos de futebol, polidesportivos ao ar livre) e à aquisição de viaturas,
para além dos apoios que concede para a sua actividade regular.
Outra forma de apoio são os espaços desportivos e culturais que o
município construiu e gere, para iniciativas de que é promotor, e que estão
disponíveis para as colectividades, bastando para isso o simples pedido de
utilização, em muitos casos absolutamente gratuito.
Se a Póvoa de Varzim é, hoje, um concelho com os mais elevados
indicadores de qualidade de vida em toda a área metropolitana do Porto; se,
concretamente, a Póvoa de Varzim é, na esteira do seu melhor passado, a Cidade
da Cultura, do Desporto e do Lazer – e por aí orienta estrategicamente o seu
futuro - é bom termos presente que alguns dos melhores indicadores dessa
qualidade e, designadamente, da cidadania saudável que aqui se vive, são obra
das colectividades (designadamente, das desportivas) deste concelho.
Póvoa de Varzim, Julho de 2006
O Presidente da Câmara
José Macedo Vieira