S. Pedro de Rates
S. Pedro de Rates é a maior freguesia do concelho da Póvoa de Varzim (com uma área de 1.383 ha). Desconhece-se a sua origem no tempo: a maior parte dos estudiosos afirma-a como anterior à ocupação romana ou, pelo menos, do tempo desta (o que o termo " ratis " parece comprovar).
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Vista Aérea de Rates Centro Histórico de Rates
É à volta do mosteiro (documentado desde a última metade do século XI) que vai gravitar a vida das gentes de Rates.
Restaurado
pelo Conde D. Henrique e D. Teresa (não restam dúvidas sobre a
existência de uma construção pré-românica, mais modesta) é um dos mais
atraentes e " sui generis " exemplares de arte românica em Portugal.
Nos
princípios do século XVI, a vida do mosteiro tinha-se desorganizado,
pelo que, em 1515, foi extinto e transformado em Comenda da Ordem de
Cristo. Apesar disso, em 1517, o rei D. Manuel I dá um foral novo ao
Couto da Vila e Mosteiro de Rates. É este o período mais bem conhecido
da história da Vila de Rates e aquele em que ela mais prosperou.
O
primeiro titular da Comenda foi Tomé de Sousa, natural de Rates e
primeiro governador-geral do Brasil, tendo-se-lhe seguido uma extensa
lista de comendadores e comendadeiras, até à extinção do concelho de
Rates (1836).
Na primeira metade do século XVI, D. Manuel I,
que por aqui passou em peregrinação a Santiago de Compostela, construiu
a Igreja Matriz de Vila do Conde e, na sua frontaria, mandou gravar o
brasão das terras mais importantes em redor; o brasão de Rates figura
ao lado dos brasões de Vila do Conde e Póvoa de Varzim.
Com a
implantação do Liberalismo, fizeram-se grandes reformas administrativas
e o número de concelhos, no reino, foi reduzido a pouco mais de um
terço. O concelho de Rates foi extinto e a Vila integrada no concelho
da Póvoa de Varzim.
Do notável passado histórico de S. Pedro
de Rates restam marcas assinaláveis: a Igreja Românica (século
XI-XIII), monumento nacional e exemplar muito estudado do românico
português; o Pelourinho, também monumento nacional, símbolo da antiga
autonomia administrativa de Rates; a antiga Câmara (século XVIII),
edifício de excepcional beleza arquitectónica; um conjunto de quatro
capelas, construídas ao longo dos séculos XVII e XVIII, sendo de
salientar, pela sua imponente arquitectura barroca, a do Senhor da
Praça, sita no centro cívico da povoação e parte principal dum bem
conservado centro histórico que se prolonga por toda a Rua Direita,
onde tinham residência a fidalguia e a burguesia locais.
Orago
S. Pedro de Rates
População
2.534 habitantes - 1.929 recenseados
Festas e Romarias
Senhor dos Passos (Domingo de Ramos)
Corpo de Deus
Santo António
S. Pedro de Rates (26 de Abril)
Actividades económicas
Agricultura e indústria têxtil, serração e transformação de madeiras, metalomecânica e construção civil
Património cultural edificado
Igreja Matriz, Pelourinho e Capela do Senhor da Praça
Colectividades
Associação
de Amizade de S. Pedro de Rates, Centro Social de Bem-Estar de S. Pedro
de Rates, Escola de Música, Rancho Folclórico de S. Pedro de Rates,
Associação Casa-Escola Agrícola "Campo Verde", Associação de Produtores
de Leite e Carne de Entre Douro e Minho (LEICAR), Casa do Povo, Clube
de Caçadores e o Clube de Tiro de S. Pedro de Rates.
Presidente da Junta de Freguesia
Armindo da Costa Ferreira - PSD
Morada: Largo Padre Arnaldo Moreira, 1
4570–412 São Pedro de Rates
Telefone: 252 951 817
Correio electrónico: jfrates@oninet.pt
Horário de funcionamento: Segunda a Sexta-feira, das 9h00 às 13h00 e das 14h00 às 17h00
No edifício da junta funcionam serviços de correios e de segurança social. Em construção anexa, e sob responsabilidade da Junta, funcionam uma Biblioteca e uma sala de A. T. L.
