Concurso de Fotografia "Caminhos de Santiago: O Caminho Português da Costa na Póvoa de Varzim"
Breve apresentação do Caminho da Costa
Quando falamos em Caminho de Santiago logo nos lembra a imagem do peregrino solitário, ou em pequenos grupos, que de mochila às costas, percorre vales e montanhas a caminho da cidade de Compostela. Seguindo pelos vários caminhos de Espanha, ou, no nosso caminho central, o qual por terras portuguesas vem desde o Sul, até ao Porto, daí a Rates, Barcelos, Ponte de Lima, Valença e depois Galiza.
Mas outros caminhos levaram os peregrinos às terras compostelanas. O caminho da costa, mais recente (sabemos que foi usado no século XVII e XVIII) trazia peregrinos à vista do mar até Santiago. Identificamos dois trilhos: um que segue sempre junto ao mar, aberto às ondas e ao vento por dunas e masseiras; o outro, mais pelo interior, por campos ou veredas, de Amorim, Navais e Estela. Entrando ambos no concelho de Esposende pelo “Caminho Entre a Morte e a Vida”, à vista de onde se ergueu a Vila Mendo romana.
As Igrejas da Póvoa mostram-nos o seu culto, pelo menos desde o século XIV, na ermida de São Tiago, na “Vila Velha” (depois transformada em primitiva Igreja Matriz), mais tarde na Capela de São Tiago/ S. Roque na Rua da Junqueira, bem como na freguesia de São Tiago de Amorim que guardou a invocação do Apóstolo.
A São Tiago, o Maior - pescador de profissão, antes de se tornar apóstolo de Cristo - a Póvoa dedicou uma especial afeição, testemunhada pelas várias imagens do santo que se encontram acauteladas no Museu Municipal, ou nas igrejas e capelas a ele dedicadas. A tradição poveira recorda-nos que a Santiago vai-se sempre, ou “em vida ou depois da morte”.