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Itinerários

Conhecer o Concelho

Cidade Atlântica

Aberta para o mundo, com um longo historial de hospedeira e viajante; facetas essenciais na «arte» de conhecer os povos.
Perpetuando a tradição da comunidade piscatória que fazia da rua a «sala de estar», é intrínseca ao poveiro a necessidade de sair de casa, de conviver, dando movimento e animação às artérias, cafés e bares da cidade, pontos de encontro e convívio para todas as idades. Mas a animação não se limita a isso. Para além da vida nocturna, a Póvoa oferece um grande leque de celebrações religiosas, onde merece particular destaque a riqueza das procissões. As mais significativas são as da Semana Santa, o S. Pedro, a Sra. da Assunção e a Sra. das Dores. Acrescente-se uma série de grandes acontecimentos de carácter cultural ou desportivo como o Festival Internacional de Música, o «Correntes D’Escritas», o Rallye Casino da Póvoa e o «Capital Radical»... Adaptada às exigências e necessidades de todos os escalões etários e sócio-económicos, esta é uma cidade moderna, que cativa e satisfaz quem a visita e quem aqui reside.

No intuito de melhor conhecer a realidade local, propomo-lhe a realização dos 2 percursos aqui apresentados.


À Borda d'Água

Circuito 1

O mar está sempre presente na alma do poveiro; ele é a personagem central da cidade que se estrutura em função da sua presença. Nele o poveiro encontra o sustento, o lazer, a animação e a tranquilidade.


Ponto de partida: Posto de Turismo
Saindo do Posto de Turismo, vire à esquerda e siga pela R. Manuel Silva e R. João Dias até ao Largo Elísio da Nova. Daí siga pela R. 31 de Janeiro, entrando no coração do «Bairro Sul», verdadeiro Quarteira de Pescadores. Espreitando para as ruelas interiores da Assunção ou da Lapa, poderá apreciar a comunidade piscatória que, desde o século XVIII se foi concentrando aqui. Encontrava-se, assim, mais perto do mar, mais coesa na defesa dos seus interesses e reforçada na sua identidade cultural. Na dependência directa e exclusiva da pesca, aí formaram uma comunidade fechada -«colmeia» - que evitava a miscegenação com outras classes e se regia por regras próprias. O aforamento desta zona de dunas, no século XVIII, implicou uma divisão em parcelas que obedeceu a um princípio básico: a facilidade de acesso ao mar. Isto obrigava a várias vielas de passagem e ao maior aconchego possível de habitações na proximidade do oceano. Daí resultaram casas estreitas e pequenas, com quintais compridos, o que satisfazia as parcas necessidades habitacionais dos pescadores e, por outro lado, permitiam guardar os compridos aprestos marítimos. Os arruamentos e habitações de hoje perpetuam as características assim definidas e continuam a transmitir o pulsar da comunidade piscatória actual, sendo um espaço privilegiado de convívio da mulher. Não se pode deixar de reparar na figura típica da mulher poveira, robusta e empreendedora, a quem cabe a administração da casa e tutela dos filhos.

Independentemente do destino tomado irá desaguar ao Largo António Nobre e à Igreja da Lapa. O Largo António Nobre, que recebeu o nome do poeta e onde está um busto deste grande admirador do pescador poveiro, é o espaço predilecto de reunião do pescador. Num convívio estritamente masculino, aqui passam horas de ócio a jogar, a observar o mar e a debater as questões da classe. Ao lado encontra-se a Igreja da Lapa, datada de 1772, templo simples e modesto, como a classe piscatória que o mandou edificar. Aqui veneram a sua padroeira, Nossa Senhora da Assunção. Na parte voltada para o mar um pequeno farolim, agora desactivado, reforçava a ligação prática e sentimental entre o templo e os pescadores na faina. Para além de uma imagem de Nª. Srª. da Lapa, encontra-se um painel invocativo da grave tragédia de 27 de Fevereiro de 1892 que marcou profundamente a comunidade, levando inclusivé à alteração de hábitos, nomeadamente no traje.

Atravesse a estrada na direcção poente. À sua esquerda poderá vislumbrar a moderna Marina da Póvoa de Varzim, que hoje é também uma importante via de chegada a esta cidade. Do seu lado direito, o Porto de Pesca. Desde o século XI que a baía natural da Póvoa de Varzim serviu de ponto de partida a embarcações que, com o correr dos tempos, o homem foi aperfeiçoando; de entre elas, destaca-se a Lancha Poveira. Rápida e facilmente manuseável não pode, no entanto, resistir à moderna tecnologia. O Porto de Pesca merece uma visita. Toda a azáfama e colorido das chegadas e partidas das embarcações são sempre espectáculos inesquecíveis.

Siga agora para norte, sempre pela marginal, até encontrar o Monumento á Peixeira. Inaugurado a 28 de Junho de 1997, este monumento evoca a lota do peixe, sendo protagonizado por um grupo de mulheres em plena actividade. É uma homenagem à mulher poveira, que sempre teve um lugar preponderante na comunidade piscatória. Olhando para a direita, encontra o Monumento a S. Pedro que, em 1996, foi colocado onde melhor fica expressa a ligação entre S. Pedro e os seus devotos poveiros – sobranceira ao Porto de Pesca. Um pouco mais a norte surge a Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição (Imóvel de Interesse Público), cuja construção teve como objectivo a defesa aos ataques de pirataria. Edificada nos reinados de D. Pedro II e D. João V (1701 a 1740) possui um traçado pentagonal e compõe-se de quatro baluartes ligados pelas respectivas cortinas de muralhas.
Continue a caminhar na mesma direcção. Vai encontrar agora o Casino da Póvoa, edifício de moldes neo-clássicos, ao estilo da escola francesa de Garnier. Curiosamente, numa época em que a utilização do betão armado era corrente, ele foi construído com espessas alvenarias e grandes madeiramentos. Em 1931 Rogério de Azevedo substituiu o então responsável pela obra, o arquitecto José Coelho, sendo da sua autoria as fachadas (principal e laterais) e o desenho da cobertura. Inaugurado em 1934, é um espaço privilegiado de convívio e diversão, onde o jogo se associa à alegria dos espectáculos diários. Desfrute do espaço envolvente do Casino, e siga para o Passeio Alegre. Este amplo espaço sofreu alterações urbanísticas profundas em 1998, reforçando-se ainda mais como local privilegiado de animação da cidade, justificando plenamente o nome que o designa. A destacar-se neste cenário, encontra-se o Monumento ao «Cego do Maio». Nascido em 1817 e falecido a 1884 este é, sem dúvida, o mais emblemático da larga galeria de heróis poveiros. Homens simples, pescadores por profissão, moldaram a sua conduta nos preceitos de interajuda que a vida em comunidade determinava. Cego do Maio, de seu nome José Rodrigues Maio, arriscou a sua vida dezenas de vezes restituindo-a aos seus companheiros e a tantos outros náufragos. As suas proezas heróicas mereceram, entre outras, o maior galardão nacional: o Colar da Ordem da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito, insígnia que lhe foi colocada pessoalmente pelo Rei D. Luís I.

Entre agora na Av. dos Banhos. Esta larga avenida corre paralela à praia, sendo particularmente indicada para caminhadas descontraídas e passeios de bicicleta, possuindo para tal uma pista própria. Do seu conjunto ressalta a ideia de um espaço moderno, miradouro voltado para o oceano, apoiado por um grande número de estabelecimentos turísticos, como restaurantes, bares e discotecas, dos quais se destacam os situados em pleno areal. Desde aqui poderá usufruir da Praia e do Mar.
A Praia é ampla, de fácil acesso. Servida por uma areia de textura única, ela é entrecortada por maciços rochosos que lhe marcam a individualidade e que, na baixa mar, oferecem um motivo complementar para os calcorrear: a intensa vida marinha que aí decorre. O Mar é constantemente animado por embarcações de pesca, de recreio ou desportivas. Para além dos tradicionais desportos náuticos, como a vela e a pesca desportiva, também a praia da Póvoa foi conquistada por outras modalidades, como o surf e o bodybord. O mar parece mesmo ser um grande inspirador desportivo, pois na sua proximidade se concentram as principais estruturas desta natureza: Complexo de Piscinas Olímpicas, Academia Municipal de Ténis e Squash, Estádio de Futebol e Pavilhão Desportivo Polivalente.

Chegando ao fim da Av. dos Banhos, está no Largo Dr. José Pontes. Poderá seguir em frente e desfrutar do amplo espaço da Marginal Norte, ou poderá virar à sua direita, encontrando, um pouco mais à frente, a tradicional Praça de Touros da Póvoa de Varzim e, logo a seguir, o Monumento «Às Gentes da Póvoa de Varzim», da autoria do escultor Rui Anahory. Inaugurado a 15 de Setembro de 1995, através da sua simbologia homenageiam-se as comunidades que estão na génese deste concelho: a agrícola e a piscatória.

Aconselhamos o regresso pela Av. dos Banhos, percorrendo-a, desta vez, de norte para sul. Pelo caminho poderá descansar, sentando-se no murete que delimita a praia. Se desejar, perto do limite sul do concelho, sugerimo-lhe que continue pela marginal até a rica e histórica cidade de Vila do Conde.


Circuito 2

A Póvoa é uma cidade de pergaminhos milenares: a referência documental mais antiga data de 953 e consta na carta de venda do prédio rústico de Villa de Comite. O reguengo Varazim de jusão recebeu, em 1308, a sua primeira carta de foral, mas só em 1514 viria a alcançar uma autonomia plena com a carta de foral que D. Manuel I lhe concedeu.

O povoado medieval teve o seu polo numa zona um pouco interior e daí se foi expandindo para poente, em direcção à praia. No século XVI, desenvolveu-se um núcleo urbano na área correspondente hoje às imediações da Matriz, e que se tornou o centro municipal da vila em pleno progresso.

Ponto de partida: Posto de Turismo
Saindo do Posto de Turismo, vire à direita. Passando a Praça Marquês de Pombal, encontra o Mercado Municipal, um mundo privilegiado da mulher, quer como vendedora quer como compradora. No meio de um mostruário de peixes e um mar de cores de frutas e legumes, a mulher, peixeira, lavradeira ou citadina, dá-lhes o toque humano, muitas vezes carregado de significado etnográfico. Vire agora para nascente, pela Av. Mouzinho de Albuquerque, em direcção ao Largo das Dores, onde se concentram importantes serviços públicos, como o Hospital e o Palácio da Justiça. Antes, porém, espreite para norte, pela R. Cons. Abel Andrade, onde encontrará a Escola Secundária Eça de Queirós. Nesse quarteirão, concentram-se estabelecimentos de todos os graus de ensino e, como que a coroar esta área de aprendizagem e saber, também a Biblioteca Municipal se encontra aqui instalada. Este edifício resulta numa feliz e harmoniosa conjugação entre a arquitectura tradicional e a moderna. Do conjunto da construção destaca-se a fachada em granito trabalhado do antigo Orfeão Povoense que contrasta com a estrutura leve e envidraçada do corpo do edifício.

De regresso ao Largo das Dores há que reparar melhor no seu conjunto arquitectónico, onde se destacam dois templos: o da Misericórdia e o da Senhora das Dores. A Igreja da Misericórdia, situada a poente do hospital, enquadra-se num espaço amplo que faz realçar ainda mais a sua frontaria, onde a colagem de volumes arquitectónicos de diferentes estilos (neo-clássico em baixo e barroco em cima) lhe conferem grande originalidade. Este Templo, concebido por Adães Bermudes, foi benzido em 12 de Agosto de 1914. Ancorada a nascente do largo está a Igreja da Senhora das Dores. De formato pentagonal e estilo barroco, data dos finais do século XVIII, embora só em 1866 tenha adquirido o aspecto actual com a conclusão das 6 pequenas capelas circundantes. Representadas por esculturas de tamanho natural, estão aqui ilustradas seis dores de Nossa Senhora, estando a sétima no próprio altar-mor. Tem um carrilhão manual de 16 sinos de bronze.
Feita a visita à igreja das Dores siga pelo arruamento que lhe fica a sul. Aqui deparamo-nos com um espaço ajardinado onde repousa um fontenário de ferro forjado.

Continuando para nascente, pela R. da Moita, encontrar-se-á na R. de S. Pedro, onde deve virar à direita, rumo à Igreja Matriz. Inaugurado em 1757, este é o templo mais antigo e significativo da cidade. De traça barroca, o seu interior está recheado de lindos altares de talha dourada «Rocaille», da época da construção da igreja e o candelabro, candeeiro, estante, tocheiros e pia baptismal recentes, também em talha dourada, executados pelo artista poveiro António de Castro (Quilores). Na área circundante da igreja, encontram-se algumas construções várias vezes centenares. Na R. da Igreja, um pouco para nascente da Matriz, repare num solar com capela, recentemente recuperado, e nas esquinas frente ao templo outras duas, tendo sido a que está no lado poente a sede dos Primeiros Paços do Concelho. Data do século XVI esta construção de um andar, com aspecto de residência senhorial, e que assenta sobre 5 arcos. Na sua fachada, entre as suas únicas janelas, por cima do arco central, sobressaía, em tempos, uma Pedra de Armas. A entrada lateral processa-se por uma escadaria exterior com sólido resguardo de pedra. Construído no centro cívico da vila de então, este é um dos símbolos da autonomia que o povoado foi conseguindo e que teve, no século XVI, um momento alto.

Tomando agora a direcção poente, seguindo pela R. da Igreja, observe os vários arruamentos que a ela vêm desaguar. É a oportunidade de conhecer algumas Ruas Tradicionais. Estas ruelas estreitas, asseadas e singelas, formam um quadro aprazível que os lampiões tradicionais reforçam. No início da R. do Visconde de Azevedo encontrará o Museu Municipal de Etnografia e História. Este edifício brasonado da Segunda metade do século XVIII, conhecido por solar dos Carneiros, sofreu, ao longo dos anos, várias alterações de estrutura e pormenor. Fundado em 1937 pelo etnógrafo poveiro António dos Santos Graça, é um Museu em permanente mudança.

Desça pela R. Visconde de Azevedo. Mais uma vez repare nos enfiamentos das ruas que aí afluem. Vai encontrar o Largo Eça de Queiroz, enquadrado pela casa onde nasceu o escritor, um singelo cruzeiro e um Fontenário de duas bicas, construído em 1855 e recoberto em 1955, com um painel de azulejos representando a passagem bíblica de «Samaritana dessedentando Cristo».

Descendo um pouco mais, encontra-se no topo nascente da Praça do Almada, verdadeira «sala de visitas» da cidade. De forma oval, possui um amplo jardim central e à sua volta congrega-se um dos mais interessantes conjuntos arquitectónicos da cidade. Este é também o seu centro cívico; aqui se concentram os principais símbolos da autonomia concelhia de ontem e de hoje, como é o caso dos Paços do Concelho. A arcada da frontaria, desenhada em 1790/91 pelo Engenheiro francês Reinaldo Oudinot, sugere a estrutura arquitectónica e decorativa da Feitoria Inglesa do Porto. Foi inaugurado em 28 de Dezembro de 1807. Entre 1908/10 sofreu profundas obras de ampliação e decoração orientadas pelo etnólogo Rocha Peixoto e pelo pintor belga Joseph Bialman: torre e azulejamento interior e exterior do edifício. Ainda no lado nascente da Praça, o Monumento a Eça de Queiroz. O grande escritor nasceu nesta cidade em 25 de Novembro de 1845, na Praça do Almada, numa casa sinalizada por placa de bronze de Teixiera Lopes alusiva ao acontecimento. O monumento da autoria do escultor Leopoldo de Almeida foi erigido em 1952, por subscrição dos poveiros no Brasil.

No topo poente da Praça do Almada vai encontrar o Pelourinho. É constituido por uma coluna de pedra, assente sobre degraus, tendo no alto do fuste a esfera armilar, emblema do Rei D. Manuel I que deu autonomia à Povoa de Varzim, em 1514, sendo a única peça do primitivo pelourinho erigido naquele ano e reconstruído em 1854.

Siga agora pela R. Dr. Sousa Campos e pela Praça da República, até encontrar a Capela de S. Tiago. Este templo tem origem num anterior que aí existia desde o século XVI, em honra de S. Roque. No entanto, o crescimento do culto de S. Tiago justificou a mudança da invocação e a construção de um templo maior – o actual, datado dos finais do século XIX. Paralelamente ao lado norte da capela faz-se a entrada para a Rua da Junqueira, artéria que faz a ligação do centro da cidade à praia. Pedonal desde 1955, tem um papel fundamental no tecido urbano. Com um forte sentido de local de encontro e uma excelente vitalidade comercial, é rica em construções do século XIX e princípios do século XX. À semelhança da Praça do Almada, estes edifícios sugerem, normalmente, uma tipologia simples de rés-do-chão comercial e dois andares, sendo de salientar a utilização de materiais de elevado apuramento estético, como é o caso do granito na marcação da estrutura da fachada e a azulejaria bastante diversificada. A esta riqueza de composição de alçado acrescente-se, ainda, as belas varandas de ferro forjado. Já no Largo Dr. David Alves, e seguindo rumo ao mar, há a referir o edifício da Residencial L. B., o mais antigo estabelecimento hoteleiro em actividade. Aqui se instalava o grande escritor romântico Camilo Castelo Branco, aquando das suas estadias na Póvoa.

Poderá regressar ao Posto de Turismo percorrendo a Rua da Junqueira no sentido inverso, aproveitando para fazer algumas comprar nas inúmeras lojas de comércio tradicional aí instaladas.


Diversidade Cultural

O concelho da Póvoa de Varzim é constituído por 12 freguesias e ocupa uma área relativamente pequena – 8.224 hectares.


Numa abordagem global podemos detectar aqui diferentes tipos humanos, diversos usos e costumes, fruto de vários condicionalismos geográficos e actividades económicas. A partir da pesca e da agricultura combinaram-se três formas básicas de subsistência:

  • o ancoramento ribeirinho do pescador poveiro que tem com actividade exclusiva a pesca, desconhecendo quase tudo sobre a terra e os segredos da sua produção;
  • a fixação na orla marítima do seareiro de Aver-o-Mar e Aguçadoura, comprometido na cumplicidade Mar / Terra;
  • a sedentarização interior do lavrador. Enraízado em solo firme, ele tem para com o mar o respeito circunspecto que lhe merece um quase desconhecido.

Como se vê, o restrito enquadramento geográfico não inibiu, nos diversos grupos, o desenvolvimento de certas particularidades. Apesar disso, o substrato cultural comum cala mais fundo. Salvaguardada a originalidade da comunidade piscatória poveira, os usos e costumes do concelho são fortemente marcados pelas tradições minhotas. O fervor religioso é o mesmo, sendo especial o apego ao culto das Almas. Por todo o lado se encontram pequenas construções – Alminhas – invocando Cristo crucificado ou Nossa Senhora do Carmo, intercessores, por excelência, das almas do purgatório. Os percursos sugeridos são somente propostas que visam ajudá-lo a conhecer um pouco este concelho e a zona circundante. Num passeio que não excede os 25 km, usando como meio de transporte o automóvel ou a bicicleta, pode apreciar muitos dos aspectos mais ricos da região em que a Póvoa e o seu concelho se integram.


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