O que visitar
MUSEUS
Museu Municipal de Etnografia e História
Encontra-se
instalado num edifício brasonado da segunda metade do século XVIII,
classificado como Imóvel de Interesse Público, conhecido por Solar dos Carneiros, e que sofreu, ao longo dos anos,
várias alterações de estrutura e pormenor.
Fundado em 1937 pelo
etnógrafo poveiro António dos Santos Graça (1882-1956), este é um Museu com especial valor etnográfico, possuindo uma grande colecção sobre a original Comunidade Piscatória Poveira.
Rua
Visconde de Azevedo, tel. 252 616 200
Museu Municipal
Terça-feira
a Domingo 10h00/12h30 – 14h30/18h00
Pólo Museológico de S. Pedro de Rates
Adequando-se ao local e ambiente, este pólo do Museu Municipal dedica-se à preservação e divulgação da história, lenda, arte e arqueologia da Igreja Românica de S. Pedro de Rates
Largo Conde D. Henrique
Tel. 252 957 034
Museu Municipal
Terça-feira a Domingo 09h30/13h00 – 14h00/17h30
Pólo Museológico da Cividade de Terroso
Este edifício dispõe de um pequeno auditório/sala de projecções e uma área de recepção onde se faz uma breve apresentação do espaço da Cividade de Terroso, uma das mais importantes estações arqueológicas da Cultura Castreja no Noroeste Peninsular.
Rua da Cividade de Terroso
Tel. 252 692 515
Museu Municipal
Terça-feira a Sábado 09h00/13h00 – 15h00/17h00
MONUMENTOS
Igreja Românica de Rates
(séc. XII/XIII - Monumento Nacional)
Este templo teve na sua origem uma capela modesta da época da Reconquista que foi reedificada nos finais do séc. XI, por iniciativa de D. Henrique e de D. Teresa. O edifício condal conhece novos voos no tempo de D. Afonso Henriques, quando se inicia a construção da actual igreja no séc. XII, tendo as obras terminado um século mais tarde. É um apreciável exemplo do estilo românico do nosso país. De construção pesada, feita de granito, tem poucas aberturas, uma delas, a rosácea, na parte superior da fachada.
Pároco de S. Pedro de Rates
Mosteiro
4570 Rates
Tel: 252 951 236
Aberto ao culto diariamente – entrada gratuita
Pelourinho e Antigos Paços do Concelho de Rates
(séc. XVI - Monumento Nacional; Séc. XVIII)
Povoado
antigo, nasceu e cresceu à sombra do Mosteiro aí fundado pelo Conde D.
Henrique, no ano de 1100. Renovado o foral em 1517 por D. Manuel,
manteve a sua independência autárquica até à reforma administrativa de
1836, sendo então integrado no concelho da Póvoa de Varzim. A atestar o
seu passado autónomo o Pelourinho (Monumento Nacional) e os Antigos
paços do Concelho (1755).
Pelourinho da Póvoa / Praça do Almada
(séc. XVI - Monumento Nacional; Séc. XIX)
É
constituído por uma coluna de pedra, assente sobre degraus, tendo no
alto do fuste a esfera armilar, emblema do Rei D. Manuel I que renovou
o foral à Póvoa de Varzim, em 1514, única peça do primitivo pelourinho
erigido naquele ano e reconstruído em 1854.
Está implantado na
Praça do Almada, zona nobre por excelência, circundada por um conjunto
arquitectónico de elevado apuramento estético, onde ao granito que faz
a marcação da fachada se acrescentam os azulejos, o ferro forjado...
Aqueduto
(séc. XVIII - Monumento Nacional)
Construção
de 999 arcos que transportava a água das nascentes de Terroso para o
mosteiro de Santa Clara, em Vila do Conde. Construído de 1705 a 1714,
atravessa as freguesias de Beiriz e Argivai.
Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição
(séc. XVIII - Imóvel de interesse Público)
Edificada
no local onde outrora o existiu o «Forte de Torrão» (já referenciado em
1685), a sua construção, que visava a defesa dos ataques de pirataria,
iniciou-se no reinado de D. Pedro II, em 1701, mas só seria concluída
com D. João V, em 1740. Foi baptizada com o nome de Imaculada
Conceição, cuja imagem se venera numa pequena capela, de abóbada de
cantaria e retábulo de talha dourada.
Possui um traçado pentagonal, compõe-se de 4 baluartes ligados pelas respectivas cortinas de muralhas.
Actualmente, é utilizado como quartel da Brigada Fiscal da G.N.R., o que condiciona a visita ao seu interior.
Igreja Matriz
(séc. XVIII - Imóvel de interesse Público)
Construção
iniciada em 1743 e terminada em 1757, este é o templo mais antigo e
significativo da cidade e marca a consolidação do crescimento do
povoado. Esta igreja barroca ostenta, nos seus vários altares, uma
talha dourada «Rocaille» impressionantemente rica.
Pároco da Matriz
Rua da Igreja, 28 – 1.º
4490-517 Póvoa de Varzim
Tel: 252 614 818
Aberto ao culto diariamente – entrada gratuita
Paços do Concelho
(séc. XVIII - Imóvel de interesse Público)
A sua construção marca na Póvoa de Varzim a esclarecida reforma urbanística do Corregedor Francisco de Almada e Mendonça.
A
arcada da frontaria, desenhada em 1790/91 pelo Engenheiro francês
Reinaldo Oudinot, sugere a estrutura arquitectónica e decorativa da
Feitoria Inglesa do Porto. Foi inaugurado em 28 de Dezembro de 1807.
Entre 1908/10 sofreu profundas obras de ampliação e decoração
orientadas pelo etnólogo Rocha Peixoto e pelo pintor belga Joseph
Bialman: torre e azulejamento interior e exterior do edifício.
Durante o ano de 1988, o seu interior foi totalmente beneficiado e reestruturado.
Capela de Nossa Senhora das Dores
(séc. XVIII - Imóvel de interesse Público)
Este
templo de formato pentagonal e estilo barroco, ancorado a nascente do
largo, data dos finais do século XVIII, embora só em 1866 tenha
adquirido o aspecto actual com a conclusão das 6 pequenas capelas
circundantes.
Representadas por esculturas de tamanho natural, estão
aqui ilustradas seis dores de Nossa Senhora, estando a sétima no
próprio altar-mor.
Aberto ao culto diariamente – entrada gratuita
Arqueologia
Cividade de Terroso (Imóvel de Interesse Público)
Situa-se numa elevação com cerca de 153 m de altitude, onde se regista um longo período de ocupação (séc. VIII a.C. – séc. III d.C.) e que forneceu já importantes elementos de estudo para a história dos povos castrejos e da implantação romana. A sua descoberta e escavação deu-se nos inícios do século XX pela mão de Rocha Peixoto e, desde 1980, vêm-se realizando trabalhos arqueológicos tendentes à sua escavação, estudo e valorização. No Museu Municipal existe um “Núcleo de Arqueologia” onde está em exposição o espólio mais significativo desta estação arqueológica.
Monte de S. Félix
Este
é o ponto mais elevado da Serra de Rates, 202 m de altitude. Daí se
pode admirar a poente, a planície litoral com o oceano a emoldurar o
horizonte e, a nascente, a ondulada e verdejante região interior.
No
sopé deste maravilhoso miradouro, encontra-se a igreja de Nossa Senhora
da Saúde e, no cume, moinhos, alguns deles transformados em residência
de férias, para além da capela de São Félix e da Estalagem do mesmo
nome.
Campos de Masseira
Forma
inteligente de aproveitamento das dunas onde, em pequenas explorações,
praticando-se uma cultura intensiva, se obtêm excelentes produções
hortícolas.
Na zona de Aguçadoura e Estela, os agricultores
cavaram a duna até próximo do nível freático (lençol de água) - o que
permite um grau de humidade mais ou menos constante ao longo do ano - e
modelam o campo em forma de masseira ou gamela. Nos valados cultiva-se
a vinha. Com este rebaixamento de alguns metros consegue-se uma
protecção dos ventos marítimos, reforçada por sebes, de que resulta um
aumento térmico. Estes dois factores aliados (humidade e temperatura)
fazem com que funcionem como uma espécie de estufa.
Local de Peregrinação
Beata Alexandrina de Balasar
Alexandrina Maria da Costa é natural de Balasar, onde nasceu a 30 de Março de 1904 e aí faleceu, com fama de santidade, a 13 de Outubro de 1955. É conhecida em todo o país por “Santinha de Balasar” e a sua beatificação ocorreu em 25 de Abril de 2004.
Durante a sua vida foram muitos os “peregrinos” que, através de um contacto directo, testemunharam a sua bondade e sabedoria cristã. Na actualidade, a romagem mantém-se, agora para a Igreja Paroquial, local onde se encontra o seu túmulo, e para a casa onde viveu.
Monumentos Escultóricos
Cego do Maio
Monumento, no Passeio Alegre, inaugurado em 1909 e construído por iniciativa dos poveiros no Brasil. Homenagem ao heróico pescador José Rodrigues Maio, que viveu em 1817 a 1884. Salvou mais de uma centena de vidas em naufrágios, sendo-lhe concedido, entre outros, o mais alto galardão - o colar da Ordem da Torre e Espada - que lhe foi entregue pessoalmente pelo Rei D. Luís.
Aos mortos da I Grande Guerra (1914-18)
Actualmente localizado na Praça Marquês de Pombal, foi inaugurado na
Praça do Almada, em 1933, de onde foi transferido em 1944.
Este monumento todo em granito é da autoria do Arquitecto Rogério Azevedo e foi executado por canteiros locais.
Cruzeiro da Independência
No
Jardim do Mercado Municipal Dr. David Alves. Inaugurado em 1940 por
iniciativa do Corpo Nacional de Escuta - Núcleo “ Cego do Maio” da
Póvoa de Varzim.
É construído em granito com motivos escutistas. Foi desenhado pelo Padre Aurélio Martins de Faria, desta cidade.
Eça de Queiroz
O grande romancista português nasceu nesta cidade, em 25 de Novembro de
1845, presumivelmente na Praça do Almada, na casa que existiu antes
daquela que hoje ostenta uma placa de bronze, de Teixeira Lopes,
alusiva ao acontecimento.
O monumento, de autoria do escultor Mestre Leopoldo de Almeida, foi erigido em 1952, por subscrição dos poveiros no Brasil.
Elísio da Nova
Monumento no Largo do mesmo nome inaugurado em 1963. Construído por
iniciativa do Clube Naval Povoense o seu autor é o Arquitecto poveiro
Rui Calafate. Nele foi colocada a efígie do homenageado, em bronze, da
autoria do Escultor Lagoa Henriques, oferta do Ministério da Marinha
e que figura, igualmente, em todas as estações rádio-navais da marinha
portuguesa.
Elísio Martins da Nova foi telegrafista do caça minas
“Augusto de Castilho” tendo morrido no seu posto, em combate contra um
submarino, na guerra de 1914/18. Nasceu nesta cidade em 28 de Agosto de
1896 e possuía diversas condecorações.
Vasques Calafate
Na praceta em frente à Capitania do Porto.
Autor do projecto e da escultura, seu filho, arquitecto Rui Calafate.
Professor
e jornalista poveiro, viveu de 1890 a 1963. Distinguiu-se na Campanha
para a conclusão das obras do porto de pesca. Monumento construído por
contribuição dos pescadores poveiros, agradecidos, em 1965.
Marco Comemorativo do Milénio
Localizado numa placa central no ponto de união entre a Avenida Mousinho de Albuquerque e o Largo das Dores. Foi inaugurado em 25 de Março de 1973, 20 anos depois da data apropriada, pois é comemorativo dos mil anos de vida documentada da nossa terra: documento datado de 26 de Março de 953 – carta de venda de “Villa de Comité” e de “Villa Qintanela” feita por Flâmula Deo-Vota ao Mosteiro de Guimarães, na qual se refere “Villa Euracini”, futura Póvoa de Varzim.
Francisco Sá Carneiro
Na
Praça Luís de Camões, foi erigida uma estátua por um grupo de
admiradores poveiros deste estadista que foi Primeiro Ministro de
Portugal desde 03 de Janeiro de 1980 até 04 de Dezembro do mesmo ano,
data em que faleceu, vitima de acidente de aviação.
O bronze é de autoria do escultor Gustavo Bastos. Inaugurou-se em 6 de Dezembro de 1981.
Às Gentes da Póvoa
Inaugurado
a 15 de Setembro de 1995, este monumento da autoria do escultor Rui
Anahory pretende ser a representação do concelho como um todo, uma
unidade com as suas realidades específicas e distintas: por um lado, o
interior, rural, e por outro, a faixa litoral de actividade piscatória.
Construído por iniciativa do Rotary Clube da Póvoa de Varzim com a colaboração da Câmara Municipal.
S. Pedro
A escultura de Armando Coelho sofreu algumas vicissitudes. Durante anos
a imagem em gesso esteve no Museu Municipal, tendo a sua passagem a
bronze sido orientada por Ruy Anahory. Na noite de 28 de Junho de 1996
(noitada de S. Pedro) foi, finalmente, colocada onde melhor fica
expressa a ligação entre S. Pedro e os seus devotos poveiros –
sobranceira ao porto de pesca.
À Peixeira
O monumento, inaugurado na noitada de S. Pedro de 1997, fica
sobranceiro à linha de água da enseada, no coração da área portuária e
evoca a lota do peixe, sendo protagonizado por um grupo de mulheres em
plena actividade. As figuras ficam parcialmente adossadas a uma parede
com a qual se fundem, passando do baixo ao pleno relevo.
Este
monumento da autoria de Jaime Azinheira homenageia a mulher poveira.
Ela sempre teve lugar preponderante na comunidade piscatória,
desenvolvendo actividades decorrentes da pesca, como a venda do peixe e
reparação das redes, para além de outras diligências do quotidiano.
Dr. David Alves
A escultura da autoria de Margarida Santos foi inaugurada a 16 de Junho de 1999. Localiza-se no centro do antigo recinto do mercado municipal, que foi por ele inaugurado em 31 de Janeiro de 1904. A Póvoa presta assim homenagem a um grande autarca que, com a sua visão arrojada, em muito contribuiu para dar uma maior projecção urbanística à cidade.