José Macedo Vieira,
presidente da autarquia poveira, iniciou os trabalhos afirmando que “o espírito
de colaboração entre Póvoa de Varzim e Vila do Conde, relativamente às questões
essenciais da população, como é o caso do hospital, da ETAR e da Escola
Superior de Estudos Industriais e de Gestão, é o caminho para a excelência.
Encontrar soluções comuns será a resposta para economizar meios, o que se
torna, nesta altura, absolutamente necessário.” O autarca sublinhou, ainda, que
“existem novos desafios à nossa espera. O modelo da família alterou-se e
calcula-se que 1/3 da população viva só. É preciso que a sociedade se adapte às
novas necessidades que se criaram nos últimos anos.”

Mário Almeida,
presidente da Câmara Municipal de Vila do Conde, afirma-se optimista e
esperançoso em relação ao futuro. “Sou uma pessoa de esperança. Acredito muito
nas instituições e no trabalho desenvolvido e sei que, a trabalhar nas
instituições, existem pessoas que sobrepõem os interesses dos utentes aos seus
próprios interesses”, explicou o autarca. Mário Almeida terminou reafirmando
que “temos que resolver os problemas das pessoas e sei que estou perante um
público que é isso que pretende.”

O primeiro painel,
moderado por Luís Diamantino, vereador do Pelouro da Acção Social, contou com
as palavras de Edmundo Martinho, presidente do Instituto da Segurança Social, e
do Padre Lino Maia, presidente da Confederação Nacional das Instituições de
Solidariedade. Durante este painel foi dito que existem 4.914 Instituições
Particulares de Solidariedade Social (IPSS) em Portugal. Estas empregam cerca
de 200 mil pessoas e apoiam à volta de 600 mil utentes e respectivas famílias.
Este último número divide-se entre o apoio a crianças e jovens (mais de 350 mil
utentes), deficientes (cerca de 22 mil), idosos (quase 200 mil), família e comunidade
(mais de 35 mil) e toxicodependência (perto de 1500).

Carlos Azevedo,
durante o segundo painel do dia, explicou que a União das Instituições
Particulares de Solidariedade Social do Porto (UDIPSS-Porto), instituição que
representa, “é a expressão organizada da cooperação entre as IPSS’s, sedeadas
no distrito do Porto, visando proteger o quadro de valores éticos e filosóficos
que lhes é comum e dotando-as de modelos capazes de sustentar o seu
desenvolvimento e a sua progressiva qualificação através de apoio técnico, administrativo,
contabilístico, de formação, informação e de promoção e defesa dos seus
interesses e das populações a quem servem, junto da administração local e
regional.”

Jornadas Sociais

No final do dia, coube a Luís Diamantino e a Elisa
Ferraz, vereadora com o Pelouro da Acção Social na autarquia de Vila do Conde,
encerrar os trabalhos. “Hoje vimos que há muitas instituições e muito trabalho
desenvolvido, mas também vimos que há muito trabalho por realizar. Saímos daqui
com muita vontade de fazer mais e melhor, mas também com esperança num futuro
mais risonho. No entanto, isso só irá acontecer se existir um trabalho comum e
em rede. O exemplo hoje dado pelas câmaras municipais da Póvoa de Varzim e de
Vila do Conde é único. E, se cada um de nós, se cada instituição seguir este
exemplo, com organização e planeamento, alcançaremos os nossos objectivos”,
afirmou Luís Diamantino. Elisa Ferraz concordou com o autarca e acrescentou que
“estas jornadas são um exemplo prático da necessidade de fusão entre os dois
concelhos.” Para a autarca de Vila do Conde, “está na altura de colocarmos de
lado os bairrismos para que todas possamos fazer algo pela melhoria de vida das
nossas populações. Temos que acreditar que é preciso e possível mudar.”