O acordo de rendição
da Alemanha foi assinado em Compiègne, Norte de França, a 11 de novembro de
1918, pondo fim a quatro anos de conflitos, para os quais foram chamados a
intervir soldados portugueses (mais de 55 mil militares).

Aires Pereira e Luís
Diamantino, presidente e vice-presidente da Câmara Municipal da Póvoa de
Varzim, e Afonso Pinhão Ferreira, presidente da Assembleia Municipal da Póvoa
de Varzim, participaram na cerimónia organizada pela Liga dos Combatentes,
procedendo à deposição de uma coroa de flores em sinal de “respeito e gratidão”
por todos aqueles que tombaram pela Pátria, assim como os “familiares que
perderam os entes queridos” no conflito, tal como lembrou na sua alocução o
Padre Guilherme Peixoto, capelão do Exército.

Com a colaboração da
EPS, Escola Prática dos Serviços, foram prestadas honras militares, seguindo-se
a intervenção do presidente da Liga dos Combatentes da Póvoa de Varzim,
Fernando Zeferino, que recordou os muitos portugueses desaparecidos em combate:
“mais de 2 mil morreram, mais de 5 mil foram feridos e perto de 7 mil
combatentes tombaram prisioneiros”.

Este ano, a
cerimónia evocativa do Armistício contou com a presença de muitas dezenas de
jovens a assistir, em virtude de professores de História de cinco turmas do 12º
Ano da Escola Secundária Eça de Queirós terem decidido dar uma aula mais
realista, levando dezenas de alunos a conhecerem de perto esta cerimónia que a
Liga dos Combatentes realiza todos os anos.

Fernando Zeferino
não esqueceu de deixar na sua intervenção palavras dedicadas aos jovens,
nomeadamente, deixando à “Juventude de Hoje um aceno de simpatia”, fazendo
votos para que “os ventos soprem mais favoráveis” e que o país saiba congregar
os interesses nacionais em torno da nova geração.