O
debate reuniu perto de uma centena de pessoas para assistir a um debate onde se
abordou a complexidade do sector têxtil na sua evolução nos últimos 20 anos e
nas suas diversas vertentes, que envolvem a moda, a indústria, o comércio, a
criação de marcas. Para Paulo Gameiro, director do  Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do
Vestuário de Portugal (CITEVE), vive-se,
em Portugal, um momento de mudança, em que a indústria têxtil, com todos os
sectores que lhe estão associados, começa a afirmar uma imagem positiva, tanto
a nível nacional como internacional, assistindo-se também a uma maior
especialização em determinadas áreas de produção e criação. Como exemplo, Paulo
Gameiro apontou o fato de natação de Michael Phelps, em exposição no Diana Bar,
e que constitui um produto de alta qualidade, topo de gama na natação de
competição e que é totalmente concebido e produzido no nosso País. Esta
interligação entre tecnologia e moda foi outro dos aspectos positivos
sublinhados pelo director do citeve e
também referido por Manuel Serrão, para quem as dificuldades que o sector
enfrenta são hoje muito maiores do que as que ele conheceu no início da sua
carreira, há duas décadas, o que significa que só as empresas de qualidade
conseguem actualmente vencer e afirmar-se. Uma maior formação profissional,
tanto de quem lida com a produção têxtil como por parte de criadores de moda,
estilistas e gestores, a existência de escolas profissionais e de iniciativas
nacionais ligadas à moda foram outro dos factores referidos por Manuel Serrão
para afirmar a sua visão positiva de um sector em mudança.

debate 03

A afirmação de marcas, as estratégias de
marketing, as regras de distribuição e a competição com produtos asiáticos
foram outros dos temas abordados neste debate, que reuniu a participação de Manuel
Serrão, ligado ao Portugal Fashion, Paulo Gameiro, director do citeve, Alberto Rocha, especialista em
marketing e moda, Paulo Vaz, director da Associação Têxtil de Portugal, ATP,  e a quem coube o papel de moderador, José Armindo
Ferraz, empresário têxtil e Daniel Agis,. director de marketing de uma empresa
portuguesa de roupa interior.

debate 02

Um evento pioneiro, tanto a nível
nacional como local, para abordar o sector têxtil e de vestuário nas suas mais
variadas vertentes a iniciativa “Pensar o Futuro”, decorreu no Diana Bar e
incluiu uma exposição sobre a evolução do traje, desde a época castreja aos
nossos dias, acções informativas sobre saídas profissionais ligadas ao sector
têxtil, atelês práticos nas mais variadas áreas, como a estampagem, a elaboração
ao vivo de peças em teares tradicionais por alunos do mapadi. A exposição foi visitada por várias escolas do
concelho e foi grande o interesse demonstrado pelos alunos pelos materiais
expostos como pela variedade de saídas profissionais ligadas ao sector têxtil.

debate 01

“Pensar o Futuro” foi uma
iniciativa promovida pela Associação Têxtil e Vestuário de Portugal, com o
apoio da Câmara Municipal e a organização de Fernanda Valente,  Odete Costa e Pedro Nero Guimarães, que tinha
como objectivo promover a inovação e modernização do sector têxtil e do
vestuário, incentivar as profissões ligadas a estas actividades através de uma
mostra viva e fomentar um debate aberto sobre o têxtil, a moda, comércio,
marcas e marketing.