A publicação está integrada no
projecto diocesano de apresentação e preservação do património religioso
arquidiocesano, promovido pelo Instituto de História e Artes Cristãs (IHAC) da
Arquidiocese de Braga.

Consciente de que a
paróquia de S. Pedro de Rates é possuidora de um vasto, rico e digno património
móvel, o pároco da freguesia, Manuel de Sá Ribeiro considera que o livro é “um
pequeno contributo para a história de Rates”. E poderá ser também “a ponta do iceberg dentro do plano de catalogar,
divulgar e defender o património desta paróquia”, revelou o Arcipreste de Vila
do Conde/ Póvoa de Varzim.

Enquanto Presidente
do IHAC da Arquidiocese de Braga, José Paulo Leite de Abreu referiu que o
projecto de inventariação realizado na Igreja de S. Pedro de Rates deveu-se ao
trabalho realizado por Deolinda Carneiro e José Flores, contando para tal com a
sensibilidade e generosidade do pároco.

O Cónego esclareceu
que este projecto de inventariação da Arquidiocese de Braga surge da «vontade
de querer preservar o que a fé do povo legou à Igreja e colocá-lo ao serviço da
comunidade» (D. Jorge Ortiga, Arcebispo Primaz de Braga, 2007), realçando dois
aspectos: “preservação” e “fruição”. Neste sentido, esclareceu que “este livro
é resultado desta nova onda inventariante, que obedece a objectivos bem claros:
dar a conhecer o património que temos; contribuir para a sua preservação;
torná-lo amado e fruído pelo público”.

José Paulo de Abreu
explicou que o livro A Igreja de S. Pedro
de Rates
surgiu de uma segunda etapa deste projecto que teve início em 2007
e do qual já resultaram 32 publicações. “Mantivemos a linha editorial que vinha
de trás: livros facilmente manuseáveis, texto leve, linguagem acessível e abundância
de fotografias”, informou, precisando que “a edição tem 96 páginas e 80
fotografias”.

Sobre o projecto de
inventariação da Igreja de Rates, que contou com o apoio da paróquia e da
Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, e foi coordenado pelo Museu Municipal, Deolinda
Carneiro reconheceu que “foi muito difícil condensar tudo num livro deste
tamanho”.

Para a Directora do
Museu, “o esforço maior foi seleccionar as peças que iriam constar desta
edição” esclarecendo que “existem muito mais fichas de registo para além das
que estão publicadas. É apenas uma amostragem do muito que Rates tem”,
concluiu.

A Delegada para o
Inventário do Património Artístico no Arciprestado de Vila do Conde/ Póvoa de
Varzim considera que é fundamental “aprender a ouvir as pedras, olhar e tentar
compreender”. A Igreja de Rates tem uma história muito rica que é possível
desvendar pelos registos que dela existem e pelas várias transformações que foi
sofrendo. Tem particularidades arquitectónicas e curiosidades que despertam o
interesse de muitos investigadores, havendo mesmo quem diga que «não se pode
estudar o Românico em Portugal sem se estudar Rates», explicou.

Sobre este projecto
de inventariação do património da Igreja de Rates, Luís Diamantino, Vereador do
Pelouro da Cultura, referiu que “a sua preservação é fundamental para manter a
memória do nosso povo, o que temos de mais fiel, e por isso devemos dar
continuidade ao seu estudo”. O autarca salientou a disponibilidade da Câmara
Municipal em colaborar e destacou a importância do livro como uma amostra
interessante do nosso tesouro.

O Vereador da
Cultura realçou ainda o trabalho de Deolinda Carneiro, “de amor, carinho e
entrega total na inventariação das obras de arte sacra” e do Cónego José Paulo
de Abreu, na preservação e divulgação do património e ainda na promoção do
Turismo Religioso.

Paulo João, em
representação da Junta de Freguesia de Rates, disse que “o livro é um grande
contributo para a História da freguesia porque nele está parte do silêncio das
pedras”. “Acredito que só aprendendo e apreendendo muito bem o passado podemos
preparar o futuro”, afirmou, justificando a importância da inventariação dos
bens para mostrar muito do que está escondido nas gavetas. Destacou ainda o
carinho da Câmara Municipal na preservação do património religioso na Póvoa de
Varzim e o trabalho do pároco de Rates na inventariação e defesa dos bens da
Igreja.

A sessão de lançamento do livro contou com um
momento musical proporcionado por crianças que frequentam formação na área.