A
cerimónia de distinção, organizada pela Associação Portuguesa de Paramiloidose,
terá lugar às 19h30 no Círculo Católico Operário, em Vila do Conde (junto ao
Tribunal).
A PAF – Polineuropatia Amiloidótica Familiar, Paramiloidose, Doença dos Pezinhos
ou ainda Doença de Corino de Andrade são as diversas formas de nos referirmos a
esta doença descoberta por Corino de Andrade. Foi em 1939 que o neurologista
Nário Corino da Costa Andrade observou a primeira doente com sintomas
diferentes dos habitualmente encontrados nas doenças neurológicas. Uma doente
com 37 anos, natural da Póvoa de Varzim, queixava-se de adormecimento,
formigueiro e falta de sensibilidade térmica e dolorosa nos membros inferiores,
dificuldade na marcha, diarreias e perturbações nos membros superiores
semelhantes às dos membros inferiores. Referia ainda serem estas queixas
semelhantes às de outros familiares assim como a alguns dos seus vizinhos. Corino
de Andrade, juntamente com elementos da sua equipa deitou pés a caminho, e, no
próprio terreno, Póvoa de Varzim e arredores, começou por procurar indivíduos
com queixas semelhantes às que lhe tinham sido referidas pela doente já
mencionada. Em 1952 publica, na revista Brain
a primeira comunicação sobre a doença, considerada a muitos títulos, exemplar.