Póvoa de Varzim, 10.11.2008 - Perto de duas centenas de produtores, empresários e investigadores reuniram-se este fim-de-semana, na Póvoa, no 3º Colóquio Nacional de Horticultura Protegida, onde foram debatidas as principais dificuldades que enfrenta o sector da produção agrícola em viveiro e estufas.
Durante
os dois dias do encontro, a discussão alargou-se, como não podia deixar de ser,
à agricultura em geral no País, concluindo-se que 70 por cento do que é
consumido em Portugal vem do estrangeiro. A dependência externa e o reflexo que
isso tem junto dos produtores nacionais, acabou, assim, por ser um dos temas
dominantes deste encontro.
Perante
as dificuldades que encontram, num mercado aberto a produtos vindos de fora com
preços muito competitivos, os horticultores reclamam regulação e incentivos,
que lhes permitam competir nos mercados estrangeiros. No Norte, assiste-se a um
potencial de crescimento, com mais horticultores jovens, que têm uma maior
capacidade para inovar e investir em novos métodos de produção. No concelho da
Póvoa é notório o grande número de estufas, que passaram a cobrir terrenos
tradicionalmente conhecidos pela sua grande produtividade, mas que, com as
exigências do mercado, são sujeitos a maiores pressões para que se aumente a
produção, o que só pode ser garantido por estes ambiente protegidos das
culturas em estufa.
Mas,
mais do que na parte da produção, as dificuldades surgem na cadeia de
distribuição que, conforme foi referido no colóquio, é onde produtores e
comerciantes mais gastam. De acordo com Carlos Alberto Lino, da Horpozim, que
juntamente com a Associação Portuguesa de Horticultores, organizou o encontro,
“Temos que ser um só, desde o viveirista ao produtor e ao comercial. Só
assim conseguiremos sobreviver”.
A terceira edição do Colóquio Nacional de
Horticultura Protegida decorreu no Auditório Municipal, nos dias 7 e 8 de Novembro. A propósito das culturas
de viveiro e em estufas decorreram dois dias de debates e de apresentação de
comunicações num encontro que tinha ainda como objectivo constituir-se como uma
plataforma de diálogo entre os diversos intervenientes do sector e de discussão
das diferentes problemáticas actuais e futuras.