A apresentação terá
um acompanhamento ao piano, por João
Tiago Magalhães, e no final será servido um Porto de Honra.

O autor explica que
com Gravuras de Maio, foi sua intenção
“narrar em traços genéricos alguns acontecimentos marcantes do século XX,
sonegando contudo o grau de importância que em parte ou em conjunto todos eles
merecem”. No entanto, no livro, o autor fez questão de realçar, utilizando a
figura de João Carlos,
a personagem, uma inferência: “O sonho individual ou colectivo é utopia que a
aplicação prática desvirtua. O Gravuras
de Maio
torna-se assim uma enumeração de datas e ocorrências históricas
mais ou menos fidedignas nas suas particularidades factuais usadas para extrair
considerações pessoais por parte de quem as seleccionou como matéria de
reflexão e exemplo quanto à sua cruzada existencial”. Quanto a João Carlos, Moisés
Salgado descreve-o como sendo “uma personagem utópica, despreocupada mas atenta
ao mundo e ao Homem”.

Moisés Salgado
nasceu numa pequena aldeia trasmontana em 1955. Ainda novo foi para Lisboa,
onde estudou, e, nos anos 70, emigrou para Paris onde fez o professorado de
língua portuguesa, regressando a Portugal em 1981. Define-se como sendo um
vagabundo no mundo da vida, um transmontano de alma e coração e um universalista
convicto.

Publicou várias obras em prosa poética, entre elas Notas Sobre o Lugar de Encontro
(1978/1987); A Bruma das Palavras
(2002); Os Vazios da Alma (2004); Esboçando Paisagens (2005); Cinzas (2006); Renascer das Cinzas (2006); 25
Anos de Poesia Esquecida
(20079; Renascer
das Cinzas II
(2007), Voar Alto
(2008) e O Anti-Poeta Desiludido
(2008). Publicou ainda Contos, Divagações
e Outras Mentiras
(2007) e, em prosa, O Caminho da
Esperança
(2003) e Colapsos
(2008).