Jacinto
Sá revelou que já tem 43 anos de actividade neste grupo que foi fundado em 24
de Junho de 1936, pelo etnógrafo poveiro
António dos Santos Graça, com a finalidade de manter vivos os trajes, danças e
cantares dos pescadores.

O responsável
pela gestão e ensaios do Rancho Poveiro referiu-se à história do grupo que
“teve momentos bons e outros difíceis”, assinalando este ano, em que celebrou o
seu 75º aniversário, como um dos momentos altos pela atribuição da Medalha de
Reconhecimento Poveiro, grau ouro, por parte da Câmara Municipal, no Dia da
Cidade. Por outro lado, também no âmbito das comemorações, o Rancho Poveiro
atribuiu a José Macedo Vieira o emblema de ouro pelo seu contributo ao grupo
durante os seus mandatos enquanto dirigente do Município.

A este
propósito, Jacinto Sá afirmou que “a Póvoa teve sempre a sorte de ter à frente
dos seus destinos pessoas que gostam do Rancho Poveiro”. Uma das pessoas que
“desde 1954 passou a acompanhar o grupo e nunca mais o deixou foi Armando
Marques”, Responsável pelo Serviço de Turismo entre 1966 e 1987, “com quem
aprendi muito”, confessou, e a quem foi atribuído o primeiro emblema de ouro do
Rancho quando este completou 50 anos.

Disse
ainda que os milhares de pessoas que passaram pelo Rancho Poveiro fizeram-no,
sempre, com o intuito de dignificar a Póvoa.

A
propósito da discografia do grupo, revelou que Alberto Eiras deu um grande
contributo para a sua difusão, através da Rádio Triunfo, nomeadamente d’ “O mar
enrola na areia” (disco de música portuguesa mais vendido em Portugal em 1959).
Mais recentemente, o Rancho Poveiro gravou um cd – “Mar de cantigas” – que já
esgotou e esperam nova edição. Recordou, ainda, vários momentos inesquecíveis
que o grupo tem vivido e quantos contribuíram para os seus 75 anos de
existência.

Jacinto
Sá expressou que “devo muito ao Rancho Poveiro porque proporcionou-me sair de
casa muito novo para conhecer outros lugares e ensinou-me a estar na vida, o
que não era fácil na época”.

Luís
Diamantino, Vereador do Pelouro da Cultura, afirmou que aprendeu muito com a
exposição de Jacinto Sá, “deu-nos uma lição do Rancho Poveiro mas contou também
uma história de vida ao falar das privações e momentos de aflição que passou
fazendo dele um homem preparado”. Jacinto Sá é uma parte muito importante do Rancho
Poveiro, acrescentou, salientando o muito que fez pelo grupo.

“O Rancho Poveiro está sempre disponível quando a
Câmara precisa. São embaixadores da Póvoa e fazem-no com muita dedicação”,
reconheceu o autarca.