A sessão
contou com a presença de Luís Diamantino, Vereador da Cultura e da Educação,
que deixou uma palavra aos mais novos sobre as opções profissionais a adoptar,
futuramente.

Numa abordagem ao transporte marítimo, Rui Limas informou que
90% do comércio internacional utiliza o transporte por via marítima, ultrapassando
os 300 mil milhões de euros, o que corresponde a 5% do valor do comércio global.
Assim sendo, a globalização e a troca de produtos a nível mundial não seria
possível se não existisse o transporte marítimo, concluiu.

Sobre os tipos de navios existentes, revelou que actualmente
existem cerca de 50 525 navios e
150 nações marítimas, acrescentando
que os navios são altamente sofisticados e muito caros. Navios porta
contentores (transportam a maior parte dos produtos e das mercadorias, operando
geralmente em serviços regulares); Navios graneleiros (transportam os mais
diferentes tipos de matérias primas a granel, como carvão, minérios e cereais);
Navios tanque (transportam petróleo, gás e produtos químicos
); Navios especializados (Quebra-gelos; Salvamento;
Lança cabos submarinos; reboques; investigação) e Navios de passageiros (podem
ser de transporte regular e normalmente transportam passageiros e veículos e podem
ser de cruzeiros e são luxuosos hotéis flutuantes) foram as tipologias
apresentadas.

Outro dos aspectos expostos foi a Regulamentação, revelando
que o transporte marítimo é das actividades mais regulamentadas e pioneiro na
adopção de padrões internacionais de segurança, sendo que é fundamental a
existência de regras internacionais uniformes relativas à construção dos
navios, às regras de navegação, à qualificação dos marítimos, entre outros.
Nesta área, existem duas organizações: a
IMO (Organização Marítima Internacional)
, localizada em Londres, trata
dos assuntos da segurança da vida humana no mar e da protecção do ambiente
marinho e a OIT (Organização
Internacional do Trabalho)
, localizada em Genebra, trata dos assuntos
relativos às condições de vida e de trabalho a bordo dos navios.

Quanto à Segurança, Rui Limas esclareceu que o marítimo é o
modo de transporte mais seguro e com
menos vítimas mortais. Actualmente,
são poucos os navios que se afundam no
mar, denotando-se uma n
otável e constante melhoria neste aspecto.

No que se refere ao impacto ambiental, o Comandante referiu
que é o modo de transporte mais amigo
do ambiente, tratando-se do modo de transporte menos poluente a nível de
poluição atmosférica (CO2) e emissão de gases de exaustão.
Para além
disso, o marítimo é o modo de transporte com menor consumo de combustível e a sua contribuição para a
poluição dos oceanos é uma parte menor comparada com outras actividades.

Rui Limas falou ainda das profissões marítimas, desde as suas
características às razões de aceitar o desafio de ir para o mar. Liderança e gestão, navegação e engenharia, utilização
de avançada tecnologia e diferentes especialidades foram identificadas como
características deste tipo de profissões. Quanto às razões de ir para o mar,
apontou as seguintes: bons salários, responsabilidade, perspectiva de carreira,
oportunidade de viajar, carreira diversificada, férias grandes e trabalho diferente.

Para os interessados, informou
ainda quais as entidades formadoras nacionais para oficiais da marinha e na
área de mestrança e marinhagem.

A palestra, organizada pelo Instituto Portuário e dos
Transportes Marítimos, IP, (IPTM, IP), em parceria com a Biblioteca Municipal
da Póvoa de Varzim, teve como público-alvo alunos do 12º ano do Curso de Gestão
do Ambiente da Escola Secundária Rocha Peixoto.

A comemoração do Dia Mundial do Mar foi instituída
pela Organização Marítima Internacional (OMI/IMO), organismo especializado da
ONU criado em 1982, que tem como objectivo a cooperação entre os governos no
campo da regulamentação e dos procedimentos governamentais relacionados com os
assuntos técnicos da navegação comercial internacional.