A sessão
decorreu esta tarde, 8 de Maio, e reuniu a autora do conto e um grupo de
utentes dos Institutos Maria da Paz Varzim e Madre Matilde e ainda alguns
alunos da Escola nº1 Nova.

A escolha
de convidar Maria Inês Costa não foi inocente. De facto, tratando o seu conto
da história de um jovem que passa férias num pais da Comunidade Europeia, a
Hungria, esta sessão de “Marés de Leitura” pretendeu assinalar, junto dos presentes,
o Dia da Europa que amanhã, 9 de Maio, se comemora.  

Começando
por explicar o que é a Europa e a União Europeia, a sua génese e os seus
objectivos, Maria Inês Costa, aluna do 12º ano da Escola Secundária Eça de
Queirós, fez ver, valendo-se do exemplo do seu conto, o valor da diversidade, afirmando
que “o contacto com outras culturas pode trazer benefícios”, dando como exemplo
a interiorização de características de outros povos. Tal se aplica também à
presença de Portugal na União Europeia, situação que como explicou, traz tantos
benefícios económicos como culturais, a que se acresce o facto de ser permitida
a livre circulação
entre países. Chamando a atenção para o facto de os países que constituem a
União Europeia estarem próximos uns dos outros, Maria Inês Costa não deixou de
chamar a atenção para os “traços diferentes” que caracterizam esses países. No
entanto, tal não deve ser um entrave à amizade, fazendo antes a apologia da
diversidade. E para que os mais novos o entendessem, a autora fez questão de
exemplificar a diversidade: na escola, os alunos vestem de maneira diferente,
podem até ser de uma cor diferente, de idades diferentes. Mas tal não impede
que todos sejam amigos.

Sobre a escrita, Maria Inês Costa afirmou que
sempre gostou de escrever “e é sempre interessante escrever sobre algo que
gostámos.” E como esta actividade pretende também incentivar à leitura e à escrita,
a autora manteve uma conversa com os alunos presentes, deixando-lhes a mensagem
de que “a escrita não tem data, não tem hora, nem temos que a mostrar a
alguém.” Nem tão pouco é uma actividade que pressupõe uma obrigação, pois tal
como Maria Inês Costa provou, a escrita pode ser o complemento de qualquer outra
actividade. “Escrevo nos meus tempos livres, sinto-me bem quando chego a casa e
escrevo um bocado”, afirmou a jovem estudante que não se considera escritora e
que espera, no futuro, ser uma juíza com tempo para a escrita.