A governante garantiu que a comparticipação para os agricultores que ficaram com as suas plantações destruídas pode ir até aos 75% a fundo perdido. Os agricultores podem recorrer ao PRODER, uma medida que “tem
um grau de comparticipação mais elevado do que é normal – 75%”, explicou Assunção Cristas, sublinhando que estes fundos agrícolas europeus visam “dar apoio à agricultura para reposição da capacidade reprodutiva”. A Ministra garantiu que todos os esforços estão a ser feitos para, até ao final desta semana, os técnicos da Direção Regional de Agricultura do Norte possam ter dados concretos acerca dos prejuízos causados pelo mau tempo em todas as explorações desta zona. Só depois de se fazer esta avaliação é que se poderá partir “para a reabilitação das estufas”, sendo que a principal preocupação do Governo é que este processo se desenrole o mais rápido possível”, conclui Assunção Cristas.

O Presidente da Horpozim, Carlos Lino, deseja que “a simpatia da ministra se traduza em atos” e que “os apoios cheguem rapidamente”. O representante dos agricultores da Póvoa de Varzim apelou para que o Governo “se deixe de burocracias” e que o levantamento dos estragos seja feito de “forma célere, porque está em causa a sobrevivência de milhares de famílias” que dependem destas duas mil explorações que, quase na sua totalidade, foram afetadas.

José Macedo Vieira, Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, explicou que “esta situação põe em causa muitos postos de trabalho. A Aguçadoura tem uma importância vital na economia do nosso concelho. A Ministra falou no PRODER, mas não sei se esta situação está suficientemente agilizada para que as empresas se possam reabilitar. O Governo, para estas situações, deveria ter soluções mais agilizadas e programas específicos para estes casos.  Aires Pereira, Vice-Presidente da Póvoa de Varzim e Vereador do Pelouro da Proteção Civil, adiantou que “desde sábado que o município tem trabalhado com a Horpozim no sentido de chamar a atenção dos governantes para esta situação. Este é um processo que nós sabemos que será lento, para desespero dos agricultores. Seria necessária uma intervenção muito mais rápida, muito mais eficaz. O Governo nestas situações demora muito tempo para resolver seja o que for e o que estas pessoas precisavam era de uma solução a curto prazo para poder continuar a produzir. Vamos continuar a insistir nesse sentido, na disponibilização de um fundo de emergência”. Indignado, Aires Pereira retorquiu que “às vezes é mais fácil arranjar cem milhões de euros para um banco qualquer do que dois milhões para resolver este problema e isso é que custa entender neste país”.

Quanto à Proteção Civil, “está no terreno, estamos a fazer o nosso próprio levantamento dos estragos – já percebemos que os técnicos do Ministério da Agricultura vão complicar – para depois confrontarmos os dois resultados. De resto, o município já se disponibilizou a colaborar com o que fosse preciso, máquinas, camiões, pessoal para colaborar”.