Aires Pereira, Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, transmitiu que estava muito satisfeito com a aprovação das medidas mas fundamentalmente com “o princípio de cumprirmos aquilo que dissemos durante o período eleitoral”.

O Presidente da autarquia poveira explicou que “o Orçamento reflete, claramente, aquilo que são as nossas opções e o nosso caderno de encargos para com os poveiros, nomeadamente no que diz respeito ao Orçamento “Amigo das Pessoas”. A este respeito, o edil recordou a política fiscal adotada pelo executivo e que se traduz: na redução do IMI em 0,3% e do IRS em 4%; isenção da derrama; tarifário da água mantém-se, assumindo a Câmara a diferença que resulta do aumento do abastecimento de água em alta e que se traduz numa despesa de mais 76 mil euros; as taxas do Mercado Municipal, que abrangem 250 comerciantes, mantêm-se no mesmo valor do ano anterior, bem como os preços mensais de concessões diversas; isenção de taxas devidas pela ocupação de domínio público com suportes publicitários e esplanadas.

O Presidente informou que o Orçamento do Município para o próximo ano é de cerca de 42 milhões de euros, “perfeitamente equilibrado e que se traduz numa redução significativa do que é a nossa despesa corrente e em que conseguimos manter todos os serviços que prestamos aos poveiros. Conseguimos uma poupança corrente (Receita Corrente – Despesa Corrente) de 7.553.900,00€. Está ainda incluído o Programa de Emergência Social, no valor de 150 mil euros, uma inovação no Plano”, acrescentou.

Em relação aos principais investimentos previstos no Plano, Aires Pereira revelou tratar-se de avançar com compromissos feitos, nomeadamente: processo de transformação d’A Poveira; obras na Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição, de forma faseada; recuperação da frente de Aver-o-Mar, frente marítima e das ribeiras e construção de uma nova Estação de Elevação de Esgotos. O Orçamento contempla ainda uma verba para avançar com o saneamento nas freguesias. Em relação às verbas transferidas para as freguesias, o Município vai continuar a transferir as mesmas verbas que no passado: “vamos fazer um contrato de desenvolvimento com as freguesias que foram agregadas para que as verbas sejam afetas a cada uma delas para haver um equilíbrio no espaço concelhio”.

O edil informou ainda que a dívida do Município a médio/longo prazo é de 22 milhões e 255 mil euros e no próximo ano iremos ter um encargo com essa dívida de cerca de 2 milhões e meio de euros.

Assim sendo, “conseguimos avançar com estes investimentos e manter o nosso Município equilibrado”, afirmou, acrescentando que permanece “a consciência social que assumi desde o início de preocupação com os mais desfavorecidos através de políticas amigas das pessoas, quer seja através do nosso Programa de Emergência Social, quer seja através do Tarifário Social de abastecimento de água que iremos manter, ou através de uma política de proximidade que os serviços têm para com todos os que têm dificuldades”, concluiu Aires Pereira.