Por lá passaram, no sábado à noite, mais de 300
pessoas interessadas em participar na atividade proposta pela organização para
comemorar a Noite dos Museus: os visitantes puderam conversar com os
“fantasmas” do Museu… Numa visita convencional, surgindo de surpresa, um
guerreiro castrejo da Cividade de Terroso; um soldado romano (séc. I d.C.); uma
família de nobres do Séc. XVII: Capitão António Cardia (foi o piloto-mor da armada que expulsou os holandeses da
cidade de Baía (Brasil), armada que saiu de Lisboa em 22 de Novembro de 1624),
sua filha Mónica Cardia de Macedo e neta Maria (de que se conta que, no séc.
XVIII, uma noite saiu do seu túmulo para rezar na Igreja); uma burguesa de
finais do séc. XIX; uma pescadeira (contadora de histórias) e um pescador do
séc. XX
substituíram-se ao guia e comentaram elas próprias o seu
passado, a sua história, os motivos porque “estão” hoje num Museu. Foi com
enorme satisfação que o público dialogou com estas personagens recriadas.

Intitulada “Museu Vivo”, esta atividade teve ainda a
participação de um grupo de perto de 40 escuteiros que para além da visita e
conversa com os figurantes, pernoitaram no Museu, terminando a noite a
reconfortar os estômagos com uma ceia oferecida pelo Grupo de Amigos do Museu,
bem como o pequeno-almoço na manhã seguinte.

Na sexta-feira, 18, Dia dos Museus, também decorreu a
iniciativa “Museu Vivo”, durante a tarde, e à noite teve lugar o Curso Livre de
Arte e Arqueologia (da Europa à Póvoa de Varzim) “Porquê – e para quê –
conhecer o Património Artístico e Arqueológico”, por Deolinda Carneiro,
Diretora do Museu Municipal, e José Flores, Arqueólogo Municipal.

Da mesma forma que, noutros “Dias” e “Noites”, subimos
ao alto do Monte da Cividade de Terroso onde, com um potente telescópio, se viram
os anéis de Saturno e as crateras da Lua, enquanto se procuravam as gravuras
rupestres em calçadas e penedos do povoado; contaram-se histórias de
“corredores” e fantasmas, bruxas e coisas ruins, num cenário de uma antiga casa
poveira; participamos em animadas feiras castrejas; tivemos jovens músicos a
tocar pelas salas do Museu; ou “Viajamos no Tempo”, assistindo a uma passagem
de modelos
com figurantes envergando trajes usados desde a Idade do Ferro
ao século XX; neste ano iremos “reviver a História”.

Estas datas permitem que o Museu se abra a novas
ideias e experiências, a momentos menos formais interventivos e originais. As
suas portas franqueiem-se tanto aos que nunca entraram num Museu, como aos
“Amigos” que participam e colaboram em todos os eventos e atividades.