Sobre a origem desta sua primeira obra, a autora revelou que “o livro nasce de uma necessidade constante de escrever”, contando que começou a escrever na Póvoa de Varzim, na casa da avó. “Sempre escrevi diários”, disse, confessando que “escrevo, logo existo”.

E dos diários, Raquel Freire passou a escrever argumentos para cinema até que houve um momento em que deixou de ser possível fazer cinema, em Portugal, e começou a surgir o livro.

Sobre a história de Trans Iberic Love, a autora contou que “o livro é o diário íntimo de duas pessoas, José e Maria, até ao seu encontro. Inicialmente, as personagens escrevem de maneira diferente, sendo que a meio do livro há uma espécie de contaminação e, no final, já é quase impossível distingui-los”.

Quanto ao seu processo de criativo, Raquel Freire transmitiu que “à noite, penso e no dia seguinte escrevo. Sai quando estou a sonhar, acordo e escrevo”.

“Escrevo para me lerem”, partilhou Raquel Freire, anunciando que, em fevereiro, mais concretamente, no Correntes d’Escritas, irá apresentar o seu próximo livro. Para além disso, revelou que está a trabalhar na realização de uma curta-metragem com a história de Trans Iberic Love, mas com uma linguagem diferente. Prometida ficou a antestreia do filme, na Póvoa de Varzim, terra onde a autora passou parte da sua infância.

Isaque Ferreira fez a leitura de alguns excertos do livro, com acompanhamento musical de José Peixoto.

Em representação da Fundação Dr. Luís Rainha, Vergílio Ferreira disse que “a casa continua aberta a manifestações culturais”.