A
iniciativa decorre no âmbito do projeto “Marcas Poveiras”, através do qual se
pretende dar destaque a profissionais e profissões de excelência na área do
Turismo.

Estiveram
presentes na sessão inaugural. Lucinda Delgado, Vereadora do Pelouro do
Desenvolvimento Local, Cátia Ferro e Alice Oliveira, proprietária e funcionária
da Fábrica de Tapetes de Beiriz, respetivamente.

Lucinda
Delgado revelou que, com este novo projeto pretende-se dar realce às marcas
poveiras, de grande valor. A autarca considera que “devemos preservar e
enaltecer todo o trabalho que tem sido feito pelos diferentes funcionários e
pelos empreendedores que apostaram”.

Numa
altura como esta, em que só temos por base fazerem análises críticas, está na
altura de pegarmos naquilo que temos de bom e dar a conhecer e, para quem já
conhece, fazer aqui um reviver, constatou.

A Vereadora
do Pelouro do Desenvolvimento Local afirmou que, “quando falamos em Beiriz, a
imagem que vem são os tapetes e esses tapetes são internacionalmente conhecidos,
são muito bonitos e é isso que nós queremos, dar a conhecer e marcar bem o
apoio que a Câmara dá a todas as marcas poveiras”.

Lucinda
Delgado adiantou que “atrás desta marca virão outras”, no entanto, não quis
revelar quais serão.

Cátia
Ferro manifestou que era um orgulho serem os primeiros a estrear a mostra de
marcas poveiras, admitindo que é sempre de valorizar uma autarquia reconhecer e
apreciar as marcas que tem e que são de renome, portanto, fazem-nos lembrar a
cidade de onde vêm.

A
empresária, que emprega, atualmente, 30 pessoas, revelou que é impossível não
falar em tradição quando se fala na Fábrica de Tapetes de Beiriz, mas “manter a
tradição é difícil e exige muito trabalho porque a tradição também pode ser uma
ilusão de permanência”, constatou.

Em
relação ao ambiente que se vive na empresa, Cátia Ferro afirmou que “há
alegria, que se traduz no que fazemos. Toda a gente lá gosta do que faz”.

Quanto
às vendas, informou que “trabalhamos, essencialmente, para o mercado nacional
e, portanto, trabalhamos com nichos de mercado e é um negócio confortável,
nesse aspeto. Temos os nossos clientes, que são específicos, não muitos mas são
suficientes. Grandes internacionalizações não, até porque este tipo de tapetes
demora muito tempo a produzir, é outro tipo de lógica de negócio. No entanto, é
uma marca muito acarinhada, que as pessoas reconhecem lá fora também, e isso é
um orgulho.

Quanto
à crise económica que afeta a generalidade dos empresários, Cátia Ferro afirmou
que “as pessoas estão assustadas e, obviamente, não vão gastar,
necessariamente, dinheiro em tapetes quando estão assustadas”.

Alice
Oliveira contou que desde os 12 anos, altura em que terminou a escola, trabalha
no fabrico de Tapetes de Beiriz, seguindo as pegadas da sua mãe. Na atual Fábrica
de Tapetes de Beiriz, fundada em 1989, encetou desde a abertura por
HeideMarie Hanneman, mãe de Cátia Ferro,
explicou que, dependendo da dificuldade do desenho, a produção de um tapete de
Beiriz, num dia, é de 10 a 15 cm ou 30 a 40 cm. Para além de partilhar alguns
dos conhecimentos que esta arte implica, Alice Oliveira destacou o ambiente
familiar que se vive na empresa e as boas condições de trabalho que motivam o
seu desempenho.