Entre 10 e 31 de outubro, estará patente na Biblioteca Municipal, a exposição de fotografia de Lídia Soares de Moura "Olhares [in]Comuns".
Nasceu em 1969 na Cidade do Porto, mas cresceu em Romariz – Meinedo/Lousada. Estudou na escola preparatória de Lousada e o 3°ciclo na escola Secundária de Penafiel. Iniciou o estudo d’Artes no Liceu Carolina Michaëlis/Porto. Como habilitação académica tem o Curso Superior de Pintura da ESAP – Escola Superior Artística do Porto e o Curso de Design Computorizado na Escola Artística e profissional Árvore. Formação em Gravura e Litografia nas oficinas da Cooperativa Árvore, sob tutela do Mestre Gravador e Artista Belga Dacos, Guy-Henri Dacos – intercâmbio artístico com a Académie de Beaux-Arts de Liège. Lecionou no 2.º e 3.º ciclo do ensino básico, as disciplinas de EVT e Artes Visuais, na Escola Secundária de Lousada e na Escola E.B. 2,3/S Professor António da Natividade em Mesão Frio.
Considera-se uma artista plástica inconformada com o seu saber e nesse sentido segue na procura e no estudo de aprender e apreender aliando a sua plasticidade ao experimentalismo conceptual numa tentativa de afirmação pessoal. A sua obra é a comunhão, uma fusão dos sentimentos, sentidos e sentires onde explora a temática ‘Mulher Cristo’, situada na compreensão do ‘Eu’ na sociedade enquanto Mulher e Indivíduo. Desde 2015 tem vindo a esboçar palavras num desafio pessoal e de autoconhecimento. Uma dimensão onde revela os seus sentimentos em sintonia com a fotografia, resultado da formação artística no Curso de Pintura da ESAP.
Nota sobre o Projeto fotográfico que será apresentado na exposição:
«”olhares[in]comuns” é um projeto fotográfico que compreende um olhar despreocupado de estereótipos estéticos ou processuais académicos remetendo o espectador para um olhar comum de instantes do nosso quotidiano numa sociedade tão ‘cheia de nada’ e tão ‘vazia de tudo’
- Um olhar com ‘olhares’ para compreender o comportamento social, os hábitos, as rotinas e as ações repetitivas que estruturam a vivência humana. Como os indivíduos interagem e se adaptam ao seu “dia a dia”. Aparentemente estes ‘olhares’ podem ser sujeitos a uma interpretação recorrente ou até banal, mas é o cenário onde tudo, ou quase tudo acontece, o palco da Vida!
- O meu olhar os “olhares” pode ser entendido como um portal para a alma. No abandono e na destruição crio um processo comunicador de emoção, como se um espelho do eu interior pudesse falar, sugerindo que um olhar pode expressar mais do que mil palavras e que a compreensão vem do olhar de quem olha o outro a olhar» (Lídia Soares de Moura)