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A obra do arquitecto Rogério de Azevedo

Os modelos dos edifícios escolares dos anos 30, que unificaram a imagem das escolas por todo o país, edifícios de referência no coração da cidade do Porto, como aquele em que funcionou o jornal “O Comércio do Porto” e a respectiva garagem, o hotel Infante Sagres, o edifício Maurício Real e o Palácio Atlântico, três das primeiras pousadas de Portugal, construídas nos anos 40, são algumas das obras mais conhecidas do arquitecto Rogério de Azevedo, que ontem foi o tema do último “11 documentos… 11 meses… 11 conversas”, no Arquivo Municipal.

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A obra do arquitecto Rogério de Azevedo

Póvoa de Varzim, 29.09.2006

Os modelos dos edifícios escolares dos anos 30, que unificaram a imagem das escolas por todo o país, edifícios de referência no coração da cidade do Porto, como aquele em que funcionou o jornal “O Comércio do Porto” e a respectiva garagem, o hotel Infante Sagres, o edifício Maurício Real e o Palácio Atlântico, três das primeiras pousadas de Portugal, construídas nos anos 40, são algumas das obras mais conhecidas do arquitecto Rogério de Azevedo, que ontem foi o tema do último “11 documentos… 11 meses… 11 conversas”, no Arquivo Municipal.

Apesar da importância da sua obra, que se situa na transição para o modernismo, na arquitectura portuguesa, Rogério de Azevedo é um arquitecto pouco estudado e divulgado, uma situação que o professor Jorge Pimentel vai, com certeza, alterar com a tese de doutoramento que está a realizar sobre este arquitecto português. E foi baseado neste seu estudo, que o professor da Escola Superior e Artística do Porto deu a conhecer a obra de Rogério de Azevedo, que também deixou a sua marca na Póvoa de Varzim, mais concretamente nos edifícios do Casino e do Grande Hotel e na recuperação da capela-mor da igreja românica de São Pedro de Rates, que não voltou a sofrer alterações.

       Nascido em 1898, no Porto, Rogério de Azevedo colhe influências da escola francesa e italiana através de José Marques da Silva, de quem foi discípulo, mas integra também na sua obra aspectos “regionalistas”, na medida em que recorre a materiais típicos das regiões em que os seus projectos se inserem e em que recupera a forma tradicional dos edifícios característicos dessas mesmas regiões – as escolas e as pousadas serão, talvez, o exemplo mais concreto deste aspecto.

         O conjunto da sua obra abrange, sobretudo, edifícios públicos, sendo notória uma integração de elementos modernistas mas também a predominância de elementos clássicos, como é o caso do edifício do Comércio do Porto, de 1931, onde a formação clássica é visível, segundo Jorge Pimentel, na lógica da composição sintética, com o predomínio de linhas verticais. O contraste faz-se com a garagem deste mesmo edifício, onde são nítidos os valores modernistas.

         A obra de Rogério de Azevedo e a sua importância para a arquitectura portuguesa vai ainda ser abordada numa exposição que o Arquivo Municipal planeia organizar para o ano que vem, em colaboração com o professor Jorge Pimentel.