O concurso irá selecionar um Trabalho de Concepção, ao nível do Programa Base do Projeto de Loteamento, para o desenvolvimento posterior do projeto de execução para aquele loteamento e para as respetivas obras de urbanização, que permitam ao município, enquanto promotor, gerir por fases a execução dos projetos de cada uma das componentes (edifícios residenciais, Pavilhão de Desporto e espaço público).

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Os edifícios residenciais devem ser pensados para um regime de “custos controlados” e energeticamente equilibrados, vocacionados para alojamento de camadas de população com menor capacidade de investimento na aquisição de casa própria, com especial atenção para as gerações mais jovens, preferencialmente com origem na Póvoa de Varzim, com o objetivo de fixá-los no concelho com residência permanente.
O Pavilhão de Desporto deve dar apoio à prática de desporto escolar associado à escola EB 2,3 Cego de Maio, completando simultaneamente as atividades desportivas ou culturais das populações locais.

Finalmente, o espaço público deve ser dotado de equipamentos de utilização coletiva, capaz de agregar e referenciar esta zona da cidade como polo de desenvolvimento, e servir como modelo para outras ações urbanísticas, nomeadamente de iniciativa particular.
O desenho do espaço público é decisivo para a caracterização e aglutinação do todo, mas será ainda mais determinante para o apelo à fixação de uma camada etária mais jovem, em início de vida adulta, preferencialmente, que tenham necessidade de alojamento nas zonas próximas das suas famílias de origem.
Será sobretudo o caráter do espaço público dedicado e suficientemente diferenciador que permitirá apelar a um estilo de vida que seja capaz de satisfazer este objetivo. A geração alvo tem qualidades, exigências e particularidades próprias que, interpretadas, serão o light motive do seu interesse e a base da procura. Mas pretende-se que seja um espaço em harmonia com a paisagem urbana e com o meio ambiente. Que interprete os valores do lugar, numa perspetiva de modernidade e simplicidade, de acordo com uma identidade cultural que se manifesta também na apropriação e construção do espaço público. Que seja capaz de se fundar na sua própria natureza e recursos, através da preservação ambiental das espécies autóctones e dos ecossistemas. Que valorize e promova a vida em comunidade, a mobilidade suave com privilégio para os percursos pedonais e os percursos de lazer, as ciclovias, os lugares de encontro e de estar. Que reduza ao essencial a presença do automóvel e promova com clareza, a separação de usos dos espaços de circulação, de acesso e aparcamento, respeitando a regulamentação dos planos urbanísticos municipais.

Podem apresentar trabalhos de conceção, enquanto concorrentes, profissionais independentes ou empresários em nome individual habilitados a exercer a atividade de elaboração de estudos e projetos de Arquitetura em Portugal, com inscrição válida na Ordem dos Arquitetos; pessoas coletivas cujo objeto social abranja a atividade de elaboração de estudos e projetos de arquitetura, tendo, obrigatoriamente, nos seus quadros, técnico(s) com a habilitação profissional exigida na alínea anterior – designadamente, Sociedades Profissionais de Arquitetos, cujo objeto social consista no exercício em comum de atos próprios reservados ou não reservados à profissão de arquitetos, que se encontrem com inscrição como membros efetivos da Ordem dos Arquitetos.