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Ex-Ministro das Finanças: "a incerteza paralisa-nos em todos os espectros da nossa vida"

O responsável pela pasta das Finanças entre 2005 e 2011 e atual presidente do EuroBic, Teixeira dos Santos, foi convidado pela Associação Nacional de Seniores de Golfe para falar sobre a atualidade da economia portuguesa e mundial.

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Ex-Ministro das Finanças: "a incerteza paralisa-nos em todos os espectros da nossa vida"

Póvoa de Varzim, 05.04.2019

O responsável pela pasta das Finanças entre 2005 e 2011 e atual presidente do EuroBic, Teixeira dos Santos, foi convidado pela Associação Nacional de Seniores de Golfe para falar sobre a atualidade da economia portuguesa e mundial.

A palestra decorreu ontem à noite no Casino da Póvoa e contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, Aires Pereira.  

Veja a fotogaleria.

Fernando Teixeira dos Santos começou por afirmar que todas as decisões que tomamos no nosso dia a dia, por mais pequenas que sejam, vão repercutir no futuro. As nossas decisões sobre investimentos, consumo, aplicação das nossas finanças vão ter um preço amanhã. O mesmo se passa na economia de um país, de uma empresa. Para o professor de Economia esta noção faz com que tenhamos muita curiosidade em relação ao futuro. “Temos interesse nele para estarmos seguros das decisões que tomamos hoje.” Teixeira dos Santos sublinhou que a incerteza paralisa: “evitamos decidir quando estamos incertos. Por isso, a incerteza é nefasta porque faz com que não mudemos, não avancemos, não arrisquemos. Queremos esbater as nossas incertezas com cenários de probabilidade. Tendo noção dos riscos podemos acautelarmo-nos”. O que acontece, na verdade, é que a própria forma como prevemos o futuro acaba por influenciar esse mesmo futuro.

Grande parte da confiança que Portugal recuperou, "quer ao nível das famílias, quer ao nível das empresas, tem muito a ver com a perceção de que o país fez um grande sacrifício, fez um ajustamento que foi penoso". O ex-governante falou do crescimento “muito débil” de Portugal desde o início do século XXI, mas deixou uma palavra sobre os anos mais recentes: “Estivemos sujeitos a uma política europeia restritiva que fez com que o país tivesse a recessão mais profunda e prolongada desde os finais da II Guerra Mundial, nós nunca tivemos um período tão longo – três anos – com uma queda do PIB (Produto Interno Bruto) tão acentuada”.

Os membros da organização deste evento, a Associação Nacional de Seniores de Golfe (jogadores com 50 anos ou mais, quer Homens ou Senhoras) começaram, informalmente, a juntar-se entre si e a disputar alguns torneios, sobretudo no Golfe do Estoril, desde os finais da década de 50. A Delegação do Norte arrancou em setembro de 1992. Em 1983 houve a 1ª participação internacional, nos Estados Unidos, nos “Campeonatos da Federação Mundial do Golfe Sénior”. A partir de 2015 dá-se um aumento exponencial dos Associados, alcançando-se os 600 membros.