Aquele que foi – e será – o centro da vida cultural poveira abriu as portas para uma visita irrepetível e memorável.

Às 18h00 em ponto, no exterior do edifício, a Banda Musical da Póvoa de Varzim anunciava que o momento de abertura estava prestes a chegar. O jogo de luzes já tinha despertado a curiosidade de todos aqueles que aguardavam com ansiedade rever o “seu” Garrett. De facto, aquele espaço foi, durante décadas, o cenário para momentos importantes na vida dos poveiros: o primeiro filme assistido numa sala de cinema, a primeira peça de teatro, espetáculos de ballet e dança marcados na memória dos protagonistas e do público, camarins atrapalhados e sem espaço para todos aqueles que entrariam no palco. O avançar dos anos acabou por decretar o seu declínio e degradação, tendo a Câmara Municipal adquirido o espaço em finais da década de 90 do século passado. Agora, o Garrett está quase pronto para voltar a fazer parte da memória das gerações vindouras, para tornar a fazer parte da vida dos poveiros.

“A porta está aberta”, ouviu-se. Centenas de pessoas fizeram fila para ver de perto as melhorias que a Câmara Municipal da Póvoa de Varzim efetuou no edifício, a imagem de sala de espetáculos, mantendo as características essenciais do edifício, com a recuperação da fachada, mas apresentando uma imagem moderna e adequada às exigências do público e com capacidade para 485 lugares sentados.

Lá dentro, as boas-vindas do Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, Aires Pereira, que qualificou aquele momento como uma entrada na “arca da imaginação. Era importante abrir a cortina e mostrar esta fase da reconstrução do Cine Teatro porque, da próxima vez que cá viermos, a obra não mais estará desta forma. Esta abertura de portas insere-se, também, naquilo que o município pretende que o Garrett seja: um local de animação e um ponto de encontro, tal como foi durante décadas e décadas. Queremos com este projeto fazer acontecer cidade neste espaço, fazer com que as pessoas regressem ao centro da cidade, aumentando o comércio e a segurança. Em suma, fazer o que vimos dizendo há muitos anos: é bom viver aqui”.

Aires Pereira garantiu que o Pelouro da Cultura, responsável pela programação do Cine Teatro, já está a trabalhar para que, no dia 16 de junho, exista uma programação cultural até ao final do ano. Sim, será a 16 de junho, Dia da Cidade, que o Cine Teatro Garrett irá abrir as suas portas definitivamente.

O Presidente da Câmara Municipal liderou a visita pelos corredores do Cine Teatro, dando explicações sobre as escolhas efetuadas para a recuperação do edifício. Explicou, por exemplo, que a sala principal de espetáculos tem uma altura equivalente a 15 andares, algo completamente impercetível a quem passa no exterior do Garrett. À passagem dos convidados, todos os poveiros, artistas iam atuando, como o Coral da Escola Secundária Rocha Peixoto, a Orquestra de Cordas e Coral Ensaio da Escola de Música, o Quarteto Verazin, os Gatunos – Tuna masculina da ESEIG, Rui Nova, Tiago Pereira, André Pereira, Manuel Moura e o Coro Capela Marta.

Os tubos ainda visíveis e as paredes sem cor não foram, definitivamente, os protagonistas deste espetáculo. O cabeça de cartaz foi o Cine Teatro Garrett e o futuro brilhante que para ele e para a cidade se adivinham.

Até dia 16 de junho.

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