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Helder Macedo lançou dois livros

O primeiro dia oficial do 20º Correntes d’Escritas contou com o lançamento de dois livros de Helder Macedo: Cada Um Com o Seu Contrário Num Sujeito e 800 anos de Literatura.

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Helder Macedo lançou dois livros

Póvoa de Varzim, 20.02.2019

O primeiro dia oficial do 20º Correntes d’Escritas contou com o lançamento de dois livros de Helder Macedo: Cada Um Com o Seu Contrário Num Sujeito e 800 anos de Literatura.

João Paulo Cotrim, da editora Abysmo, referiu-se a 800 anos de Literatura como “a sinopse mais conseguida da literatura portuguesa. Quem conhece os textos do Helder sabe que ele consegue fazer um tecido onde a gente vê uma erudição ímpar muito bem disfarçada. Neste caso, concreto não só é difícil sintetizar 800 anos como apresentar novidade, fazer um panorama das tendências e dos autores, desenvolver num caso ou noutro ideias”.

O editor e escritor confessou-se um “entusiasta deste livro”, o que aliás é comum acontecer com os textos do Helder: “vou à procura dos autores, reler os textos. Ele tem essa consequência de levar o leitor à procura”.

Helder Macedo explicou que 800 anos de Literatura resultou de "uma daquelas incumbências impossíveis da Universidade de Oxford" que o "obrigou a pensar como é que as dinâmicas da literatura portuguesa se puderam desenvolver, quais os momentos chave, quais os autores que mudaram e tudo isso foi relativamente fácil e pacífico até aos anos 50 do século passado. A partir daí as coisas complicam-se porque podemos filtrar o passado mas o presente não. Por isso, a parte final é muitíssimo mais precária do que a anterior".

A propósito de Cada Um Com o Seu Contrário Num Sujeito, João Paulo Cotrim referiu que “é mais uma peça de um puzzle que o Helder tem vindo a construir ao longo de décadas à volta de Camões que o autor insiste em definir como nosso contemporâneo”.

O editor caracteriza este ensaio como “fulgurante porque prova muito bem quer na lírica quer na ética que os opostos se podem encontrar e que a razão e a paixão podem conviver”, salientando do olhar que Helder construiu sobre Camões: “a poesia, o texto, a construção literária dá-nos a chave da história”.

Helder Macedo revelou que aprendeu com Jorge de Sena a ler/pensar Camões e, na sua opinião, “Camões mostrou a possibilidade da coexistência de opostos que não se anulam um ao outro, mas que se complementam”, apontando esta coexistência como “uma das ideias mais importantes”.

Para Helder Macedo, “Camões foi o poeta que mais perigos correu, que se aventurou pelo desconhecido”, apontando ainda como progresso de Camões “a capacidade que tinha de usar a linguagem feita para valorizar a diferença”.

Veja a fotogaleria.

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