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José António Pinto Ribeiro defendeu que é preciso defender a língua portuguesa

“A Cultura é cara, a incultura é mais cara ainda” foi o verso de Sophia que deu mote à Correntes à Conversa com José António Pinto Ribeiro, na sala de Atos do Teatro Garrett, esta sexta-feira, às 17h30.

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José António Pinto Ribeiro defendeu que é preciso defender a língua portuguesa

Póvoa de Varzim, 22.02.2019

“A Cultura é cara, a incultura é mais cara ainda” foi o verso de Sophia que deu mote à Correntes à Conversa com José António Pinto Ribeiro, na sala de Atos do Teatro Garrett, esta sexta-feira, às 17h30.

Para conversar com o advogado e professor, que já foi ministro da Cultura no 17º governo, esteve José Carlos Vasconcelos, um dos nomes já indissociáveis das Correntes d’Escritas.

O convidado destacou a importância da língua num país como Portugal e para a identidade dos portugueses e das comunidades que falam em português. É preciso tomar medidas para proteger a língua, tendo em conta que a UNESCO prevê que “95% das línguas terão acabado no ano de 2100”.

José António Ribeiro considera incrível Portugal não ter uma Academia da Língua Portuguesa, a exemplo do que acontece em Espanha, cuja instituição tem por missão polir e cuidar da língua castelhana. E acrescenta que o “elemento central de ser português é a língua portuguesa, é através da língua que nos construímos”.

De acordo com Ribeiro há diversas especificidades da evolução e crescimento de uma língua que devem ser analisados por académicos.

Deu o exemplo de uma situação que verificou em Moçambique, onde viu anúncios na rua com “tou” em vez de “estou”, o verbo “estar” passou a simplesmente “tar”. Quem define se isto é “erro ou neologismo”? Devia haver uma Academia da Língua Portuguesa que analisasse este tipo de desenvolvimento da língua, defendeu o convidado do Correntes, acrescentando que também deveria ser essa Academia a zelar pelo investimento no ensino e promoção da língua portuguesa.

“Dizia-se no início do século XIX que uma língua é um dialeto com exército”, afirmou José António Ribeiro, “hoje, uma língua só existe se tiver o apoio de um programa de disseminação, de tradução das coisas de uma época passada e, portanto, de utilização dela, por exemplo, em tudo o que é redes sociais e meios da internet”.

Neste contexto, o convidado defende que deveriam ser digitalizadas todas as obras e documentos que dizem respeito à nossa língua e que estão na Biblioteca Nacional, pois não podem estar disponíveis apenas para “500 pessoas entre as 9 e as 5 da tarde”. Só digitalizando as obras é que os seus conteúdos “podem chegar a 300 ou 400 milhões de pessoas e a todos os falantes da língua portuguesa”.

O investimento na língua portuguesa deverá passar pela “digitalização das obras, pelo ensino e divulgação da língua, em transformá-la em língua internacional”, defendeu apaixonadamente José António Pinto Ribeiro. 

Veja a fotogaleria.

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