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Os lançamentos de livros da 20ª edição do Correntes d’Escritas voltam para o ano

Os últimos lançamentos de livros, desta 20ª edição do Correntes d’Escritas, decorreram esta tarde, nas Galerias Euracini 2.

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Os lançamentos de livros da 20ª edição do Correntes d’Escritas voltam para o ano

Póvoa de Varzim, 23.02.2019

Os últimos lançamentos de livros, desta 20ª edição do Correntes d’Escritas, decorreram esta tarde, nas Galerias Euracini 2.

María Meijide apresentou o seu livro De Usuaia a La Quiaca, que é um caderno de viagens e um mapa emocional. María Meijeide não se limita a escrever e a documentar as viagens que fez, neste livro, a escritora e também pintora fez os desenhos, deste pequeno caderno, que ilustram as paisagens por onde passou, ou até, pessoas que se cruzaram com María Mejeide nestes passeios.

A sua apresentação do livro foi acompanhada dos desenhos que faz e a escritora explicou o que a fascina nas viagens, que acaba por ser o que passa para o papel. Este livro é um pouco diferente e de todos os outros, porque é um caderno documental e emocional, onde a autora não só descreve histórias, mas também escreve apontamentos é um género de um diário. Para além dos apontamentos, María Mejeide anexa os e-mails que troca com amigos em relação às viagens que relata neste caderno. Veja a fotogaleria.

A Sala Poesia foi o palco do último lançamento de livros, onde estiveram presentes Sérgio Godinho, com o livro Estocolmo e Manuel Alberto Valente, da Porto Editora e Francisco José Viegas da editora Quetzal, para apresentarem o livro de António Sousa Homem, O crepúsculo em Moledo e outras Elegias.

Manuel Alberto Valente pediu a Francisco José Viegas que o ajudasse a apresentar o livro O crepúsculo em Moledo e outras Elegias, por uma razão muito simples “é que o Francisco que é amigo de João Continho acabou por fazer parte do ciclo restrito de pessoas que conviveram com António Sousa Homem”. Posto isto, passou a palavra a Francisco José Viegas começou por dizer que “do ponto de vista ideológico, quase tudo me aproxima de António Sousa Homem” não por o escritor dizer que é um reacionário minhoto, mas sim pela ironia que usa nos seus livros.  Francisco José Viegas continuou dizendo que “as crónicas de Sousa Homem mostram que o escritor não é deste mundo, apesar de ele ser muito deste mundo”. O que fascina os leitores, neste livro é o tom melancólico sobre moledo, o facto de descrever de uma forma conservadora o mundo, não deixando de ter a visão moderna e realista deste mesmo mundo.

“Contra todas as evidências, o mundo continua a interessar-me. Os meus sobrinhos, mais do que os meus irmãos, entendem este eremitério de Moledo, a casa onde me instalei nos anos oitenta, como uma espécie de observatório inclinado sobre o mar, mas de onde suspeito que o resto do universo continua a mover-se e de uma forma mais interessante do que Galileu Galilei imaginava.” Palavras de António Sousa Homem.

Para terminar, Sérgio Godinho esteve presente, para falar do seu mais recente livro, Estocolmo, onde o escritor pega no tema do Síndromo de Estocolmo e faz uma história que retrata este síndromo. Esta obra é um romance, que conta a história de uma mulher de 40 anos que aluga um quarto a um estudante, um rapaz de 20 anos. Os dois apaixonam-se e vivem uma relação amorosa que, um certo dia vai passar a uma obsessão. “Quando Vicente responde ao anúncio de um quarto para alugar, descobre que a senhoria é Diana Albuquerque, a célebre pivô do telejornal das oito. A estupefação inicial do estudante - assim que ela lhe abre a porta - rapidamente se transforma numa forte atração mútua. Diana tem o dobro da idade de Vicente, mas é bela, sensual e respira aquela serena autoridade que conquista o espectador mais renitente. Vicente muda-se para casa de Diana, ocupando o quarto no sótão; e Diana ocupa-lhe a cama. Mas não é apenas a mulher complexa e carente que depressa mostra ser; fazendo jus ao nome, Diana é também uma predadora.

E, uma manhã, Vicente acorda para a estranha realidade de estar trancado no seu novo quarto. É vítima de sequestro, mas está apaixonado pela sua sequestradora. Finalmente, a entrada em cena da mãe de Diana - tão bela quanto a filha - vai mudar tudo.”

Sérgio Godinho confessou que o Síndromo de Estocolmo sempre foi algo que lhe despertou muita curiosidade, porque não é normal alguém se apaixonar por uma pessoa que, supostamente, faz mal à outra. De modo que, ao escrever este livro deu asas a uma história que para algumas pessoas já foi uma realidade e uma realidade complicada de explicar. Veja a fotogaleria.