Dia 28, o Presidente da Câmara e
o Secretário de Estado Adjunto e da Administração Local, Eduardo Cabrita,
descerraram a placa inaugural, na presença de largas centenas de pessoas e dos
autarcas de Eschborn (Alemanha), Montgeron (França) e Zabbar (Malta) e
respectivas comitivas, que habitualmente visitam a Póvoa e participam nas
festas de São Pedro. A população aproveitou para demonstrar o apreço pela transformação
desta artéria central da cidade, recebendo com aplausos entusiastas e gritos de
“obrigada”, o Presidente e os convidados para o acto de inauguração.

Mas, como referiu José Macedo
Vieira, a renovação da Mousinho só agora começou porque a partir daqui
segue-se, como afirmou, “a renovação das fachadas, de forma a definir-se uma
nova imagem para uma avenida de serviços”. Uma artéria com uma nova vocação,
portanto, como referiu o Presidente da Câmara, que aproveitou para sublinhar a forma
paciente como os moradores e restantes munícipes conviveram com uma obra desta
dimensão, lembrando que, agora que tudo está terminado, são evidentes os
benefícios para a cidade. José Macedo Vieira referiu ainda a importância das
parcerias público-privadas na concretização de obras desta dimensão, que
dificilmente seriam realizadas com recurso exclusivo aos orçamentos
autárquicos.

O Secretário de Estado Adjunto e
da Administração Local, Eduardo Cabrita, referiu também que a requalificação
começa, de facto, agora, ou seja, como afirmou, “quando se definir como se vai
usar esta artéria, que é um instrumento de desenvolvimento e qualificação da
vida urbana.”

O
acto inaugural prosseguiu com a visita a pé à Avenida, até ao Largo do Passeio
Alegre, onde actuaram, no novo palco, as rusgas da cidade. Os alunos da Escola
de Música deram também um pequeno concerto, na Avenida, para assinalar a sua
entrada em funcionamento.

A obra, ambiciosa e arrojada,
duplicou, de facto, a Mousinho, que é agora uma avenida em dois níveis. À
superfície processa-se a circulação automóvel e para o nível subterrâneo foi
relegado o estacionamento, que se alinha ao longo de duas faixas de circulação.
E o nível subterrâneo impressiona pelas dimensões, porque aqui foi construída
uma estrada com duas vias e estacionamento dos dois lados, de forma a permitir
manobras e circulação sem constrangimentos, como deve ser, num parque
dimensionado para meio milhar de viaturas.

Na
sua componente exterior, a Avenida Mousinho é agora uma artéria desafogada, com
áreas ajardinadas e arborizadas e passeios à dimensão de uma cidade que se
constrói à escala humana. Os acessos ao parque de estacionamento estão
“camuflados” em estruturas de vidro, procurando-se, desta forma, reduzir os
obstáculos visuais ao longo do traçado. As obras tiveram início em Outubro de
2006 e cumpriram o calendário previsto, tendo avançado de forma coordenada e
célere, de maneira a minimizar o impacto junto dos habitantes. Agora, concluída
a intervenção, a Póvoa recuperou uma Avenida Mousinho com uma imagem moderna e
preparada para acompanhar as mudanças urbanísticas que se têm operado na cidade
nos últimos anos.