Cidade plana e atlântica, 15 metros acima do nível médio do mar, ocupa uma área de cerca de 250 hectares de configuração retangular. O concelho conta com cerca de 60.000 habitantes, tem uma área de 87,64 Km2 e é formado por 12 localidades distribuídas por 7 freguesias: União das Freguesias de Aguçadoura e Navais; União das Freguesias de Aver-o-Mar, Amorim e Terroso; Balasar; Estela; Laúndos; União das Freguesias da Póvoa de Varzim, Beiriz e Argivai; Rates

Incrustada à beira mar, em redor da cidade praticamente não há limites. O povoado, desfrutando da vastidão de espaço que o oceano lhe proporciona, a poente, beneficia também da sua localização na ampla planície litoral, que se alonga para norte e para sul sendo a visão somente barrada pela barreira formada pela serra de Rates, 7 km a nordeste.

Ocupando uma área relativamente pequena, o concelho da Póvoa conhece uma diversidade de condições geográficas muito interessantes. Em tempos muito recuados, as águas do mar moldaram uma planície que, a norte da cidade da Póvoa, é ocupada pelas localidades de Aver-o-Mar, Aguçadoura, Navais e Estela. Esta antiga plataforma marítima legou-nos um solo arenoso onde, com engenho e esforço, as populações se dedicam à horticultura e, incapazes de resistir ao apelo e benesses do mar, partem em pequenas embarcações para uma pesca costeira que lhes complementa o sustento. Ao oceano retiram também o adubo natural (o sargaço) que tão eficazmente lhes fertiliza os campos.

A serra de Rates divide o concelho em duas áreas geomorfológicas distintas. Na faixa central do concelho (sempre com o mar no horizonte próximo), num “corredor” que engloba as localidades de Argivai, Beiriz, Amorim, Terroso e Laúndos encontramos uma zona de transição entre a planície arenosa da beira mar e os solos mais pesados e ondulados do interior.

Ultrapassada a serra, nas localidades mais interiores do concelho, Balasar e Rates, o solo apresenta uma maior cobertura florestal e as explorações agrícolas, mantendo a pequena dimensão, encontram-se rodeadas de vinha em ramada. São particularmente importantes as culturas do milho, da batata e também das forragens destinadas ao gado bovino. Mas também aqui há a marca do oceano – Rates deve o seu nome às barcas que faziam a travessia de uma língua de mar que até aqui se estendia.

A Póvoa é uma encruzilhada de «mil caminhos». Cruzam-na vias que seguem para norte até Ofir, Viana do Castelo e à fronteira de Valença; que encurtam distâncias para o interior (Trofa, Santo Tirso, Braga, Guimarães, etc); ou então, para sul, levando ao aeroporto e à cidade do Porto.