A prataria é atividade de fecundas tradições locais, tanto na sede do concelho como em algumas freguesas, como Beiriz e Terroso, onde várias famílias de “prateiros” trabalhavam por encomenda para as melhores ourivesarias do país.

Atualmente, apesar da quantidade de ourivesarias na cidade, só um pequeno  número possui oficinas a funcionar. Aqui, além dos trabalhos em prata, produzem-se jóias de ouro para adorno pessoal com requintes de perícia por parte dos ourives, cravadores e gravadores. Mesmo que a evolução técnica ou as exigências de produtividade tenham alterado um pouco a forma de fabrico, com maior recurso à fundição, esta arte continua a ser o resultado total da destreza manual dos artífices poveiros.

A proliferação de casas comerciais deste ramo é relativamente recente. Há pouco mais de um século, em 1881, há notícia de uma ourivesaria, na Praça do Almada. Em 1892 seriam 3, e, por 1912, esse número teria passado para 5. Manteve-se a rondar a meia dúzia até finais dos anos 70. Estas casas lançaram sólidas raízes familiares, cada uma com a sua oficina, únicas escolas de mester que contavam e contam com ótimos profissionais.