A linha Póvoa-Famalicão, que durante 117 anos,
passou por Rates e foi determinante para o desenvolvimento económico da vila e
da região em que se insere, inspirou o estudo de Manuel Fernandes Soares Pinto,
que há vários anos reside e trabalha nesta freguesia. A sua obra faz a história
do caminho de ferro, desde os seus dias áureos, servindo de meio de transporte
para trabalhadores, estudantes e até veraneantes, até ao declínio que levou ao
seu encerramento, em 1995. Para preservar a memória da linha, a Junta de
Freguesia conservou troços da linha e agora, o livro de Manuel Fernandes Soares
Pinto vem, como ele próprio afirmou, “complementar esses dois carris, contando
a história e as histórias das locomotivas, das carruagens, dos trabalhadores,
das estações e apeadeiros, das alegrias e dos dissabores que resultaram dos
vários acidentes ao longo dos muitos anos de vida do caminho de ferro nesta
vila”.

 Presente na
apresentação da obra, Rosa Gomes, responsável pelos projectos culturais da CP, salientou
a importância desta obra que, como disse, “foi recebida com grande agrado por
nós, os ferroviários, porque é sempre uma alegria saber que há quem queira
investigar e escrever sobre o caminho de ferro em Portugal”. Uma história de
150 anos, onde se insere a existência da linha da Póvoa-Famalicão, que mereceu
um estudo profundo e essencial para a compreensão da importância dos comboios
na vida económica e social desta região.

caminho de ferro

Formado em História, pela
Universidade do Porto, Manuel Fernandes Soares Pinto é natural de Rio Mau, mas
reside presentemente em Rates, onde também trabalha, leccionando a disciplina
da sua licenciatura na Escola E.B. 2/3 da freguesia. É um colaborador assíduo
do Boletim Cultural da Póvoa de Varzim e, em 2005 publicou a monografia “Nos
150 anos da Igreja paroquial de Arcos – Vila do Conde”.