Simulando uma
verdadeira peregrinação, procedeu-se à bênção das mochilas, rogando a Santiago
força e protecção para o caminho a percorrer, ao longo do qual a passagem pelas
diversas etapas foi assinalada através de carimbos, numa Credencial de
Peregrino entre São Pedro de Rates e Barca do Lago.

Mais de cem pessoas
partiram rumo à Barca do Lago, percorrendo cerca de 15 quilómetros a pé em
terrenos irregulares e com pequenos troços de lama que se apresentavam como um
desafio
aos caminhantes imbuídos do espírito
de sacrifício do verdadeiro peregrino. De estímulo serviram as breves paragens
junto às Minas da Lagoa Negra, Caulinos e Fonte Boa, locais com extrema
importância a nível arqueológico e cultural que mereceram a atenção de todos
perante as interessantes explicações de
José Flores, arqueólogo do
Museu Municipal.

A paisagem mais
desejada todos alcançaram por volta das oito da noite quando finalmente
atingiam o fim do percurso, chegando à Barca do Lago. Aqui termina o troço do
Caminho da Costa que ainda não tem ligação marítima devidamente autorizada para
que os peregrinos continuem pela costa marítima até Santiago, caminho que está
devidamente estudado, levantado e reconhecido.

O aguardado e merecido descanso foi desfrutado na
Casa do Lavrador, em Rates, onde decorreu um animado jantar-convívio encerrado
com as tradicionais queimada e tarte de Santiago,
que acabam por renovar as forças dos “peregrinos” para uns passinhos de dança.
Foi aqui, mesmo ao lado do Albergue do Peregrino, que terminou uma tarde de
caminhada, organizada pelo Museu Municipal, e que reuniu mais de uma centena de
participantes naquela que foi a 3ª
Edição
dos Percursos nos Caminhos de Santiago, envolvido e abraçado pelo Projecto
AnimaPóvoa (já com diversas iniciativas nesta temática).