A sessão contará com intervenções de quem conhece a peça detalhe a detalhe: o Mestre Construtor Naval, responsável pelo minucioso trabalho de restauro, partilhando os desafios técnicos da recuperação e a equipa técnica do Museu, que fará o enquadramento histórico e museológico, revelando a importância desta peça no acervo municipal. Este projeto só foi possível graças à estreita colaboração com a Associação “Amigos do Museu”.

Há peças que guardam em si o fôlego de uma cidade inteira. A proa do primeiro salva-vidas “Cego do Maio” é uma delas. Mais do que madeira e ferro, este é o testemunho material da coragem de homens que desafiaram o Atlântico para salvar vidas. Esta proa evoca a era dourada do salvamento marítimo na Póvoa de Varzim. Ao olharmos para este vestígio, honramos figuras míticas como o Patrão Lagoa e o Tio Peroqueiro, cujo destemor moldou a alma poveira. Ele é o símbolo de episódios de heroísmo que levaram o nome da nossa terra além-fronteiras, como os resgates do cruzador São Rafael (1911) ou o vapor inglês Veronese (1913).