O Município da Póvoa de Varzim registou, no mês de junho, a mais alta capitação de biorresíduos de sempre.
Com um valor histórico na recolha seletiva de biorresíduos encaminhados para valorização, de 107,1 kg por habitante/ano, este resultado coloca o concelho no topo do universo LIPOR, com o melhor desempenho registado nesse mês tanto na fração dos resíduos verdes como na dos resíduos alimentares, uma dupla liderança que sublinha a consistência do sistema de recolha implementado no território.
Grande parte deste valor resulta diretamente do esforço dos poveiros: cada munícipe separou, em média, o equivalente a 41,6 kg de resíduos alimentares e 61,2 kg de resíduos verdes. A estes junta-se ainda a recolha de resíduos verdes efetuada nos cemitérios municipais, também encaminhados para valorização.
Para dimensionar o feito, basta olhar para o panorama nacional. Segundo dados da Agência Portuguesa do Ambiente, a recolha seletiva de biorresíduos em Portugal continental representava, em 2023, apenas 12% do total de biorresíduos produzidos. Na Póvoa de Varzim, esse valor atingiu os 18.3%.
Uma análise da associação ZERO, referente a 2024, identificou apenas cinco municípios em todo o país com capitações de biorresíduos acima dos 90 kg/hab. Em 2025, o nosso município apresentou o 2º melhor resultado a nível nacional, o que comprova que a estratégia adotada continua a dar resultados.
A Póvoa de Varzim encontra-se, portanto, num patamar de excelência no que toca à separação de biorresíduos. Cada separação feita em casa transforma-se em composto, evita a deposição em aterro e aproxima o concelho das metas nacionais e europeias de economia circular.



