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Livros e música na primeira noite do 20º Correntes d'Escritas

Ontem à noite, a sala Poesia das Galerias Euracini 2 acolheu o lançamento de duas obras: um conto de Ana Margarida de Carvalho, Primeira Linha de Fogo, e um livro de poesia de Ivo Machado e Pedro Teixeira Neves, Uma Vírgula Depois.

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Livros e música na primeira noite do 20º Correntes d'Escritas

Póvoa de Varzim, 20.02.2019

Ontem à noite, a sala Poesia das Galerias Euracini 2 acolheu o lançamento de duas obras: um conto de Ana Margarida de Carvalho, Primeira Linha de Fogo, e um livro de poesia de Ivo Machado e Pedro Teixeira Neves, Uma Vírgula Depois.

Uma Vírgula Depois resulta de um diálogo em que duas vozes muito díspares se cruzam e que nasceu de uma provocação de Pedro Teixeira Neves a Ivo Machado. Os autores começaram a escrevê-lo em março 2018 e terminaram em julho do mesmo ano e dedicaram o livro ao poeta e amigo Albano Martins.

Ivo Machado definiu-o como “uma viagem que deu enorme prazer” e Pedro Teixeira Neves revelou que “este livro salvou-me. Veio no seguimento de dias muito difíceis, senão anos mesmo de readaptação a uma vida de escrita. Salvamo-nos mutuamente pela palavra”.

Luís Carmelo explicou que o livro de Ana Margarida de Carvalho surge no âmbito da Escola de Escrita Criativa Online (EC.ON) que coordena e decidiu avançar com uma pequena coleção editorial – Coleção Crateras – que inclui oito livros a serem publicados este ano.

Primeira Linha de Fogo trata-se de um “conto que se passa entre duas vozes que se contracenam, um nós e um vós. Cria-se um ritmo que se adensa cada vez mais, um ritmo ascendente”. Luís Carmelo traduziu-o numa “metáfora dos tempos contemporâneos, a atualidade mas também a perenidade do humano”, “uma grande alegoria ao nosso tempo em poucas páginas”.

Ana Margarida de Carvalho enunciou algumas ideias que a perseguem como “estreitamento, reclusão, abafo e quase incapacidade de respirar e ainda a troca de identidade de géneros (não se percebem bem quem é quem; nada é o que parece)”.

A autora transmitiu que se sente em guerra: “estamos a atravessar uma guerra que talvez ainda não nos tenha atingido no nosso território mas que atingiu o território dos outros”.

Veja a fotogaleria.

E porque palavras, música e musicalidade das palavras estão presentes no Correntes desde a 1ª edição, a noite continuou com um concerto, na sala principal do Cine-Teatro Garrett, com Aldina Duarte, acompanhada à guitarra por Paulo Parreira e à viola por Rogério Ferreira. Aldina Duarte é reconhecida como uma das grandes vozes atuais do Fado, pela sua personalidade artística inconfundível e pela sua singular capacidade interpretativa. Tem uma intensa carreira de concertos nas principais salas de espetáculo portuguesas.

Seguem-se depois a galega Uxía acompanhada por Sérgio Tannus e o guineense Mû Mbana com outras sonoridades.

Considerada a voz da Galiza, Uxía é uma das principais divulgadoras da poesia galega e grande impulsionadora da relação entre artistas da Lusofonia e as suas diversas culturas. É responsável do Festival Cantos na maré, ponto de encontro e espaço de diálogo entre as tradições musicais de África-Brasil-Galiza.

Mû Mbana é cantautor e intérprete de vários instrumentos de corda, semeia pelo mundo os tons e os aromas de África que concentra em si. Nascido na Guiné, a viver em Barcelona, cresceu rodeado pelos cânticos religiosos das mulheres das etnias Brame e Bijagós. Com vários discos editados, participa em múltiplos projetos musicais, a solo ou em várias composições e colabora com outros artistas de vários pontos do globo.

Veja a fotogaleria.

Acompanhe o 20º Correntes d’Escritas no portal municipal e no facebook Correntes. Consulte o programa completo do evento e fique a par de todas as novidades.